A taxa de desemprego no Brasil aumentou no período de junho a agosto, afetando 12 milhões de pessoas, enquanto os salários continuaram a declinar em meio a uma recessão persistente na maior economia da América Latina.

A taxa de desemprego subiu de 11,2% para 11,8%, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (30). A taxa já supera o mesmo período do ano passado que era de 8,7% de desempregos no mercado de trabalho.

Com este nível, o Brasil, com uma população superior a 206 milhões de pessoas, terminou o período de junho a agosto com um total de 12 milhões de desempregados, em comparação com 11,4 milhões no período de três meses anteriores e 8,8 milhões no ano anterior.

Segundo o IBGE, a força de trabalho do Brasil, incluindo os desempregados, totaliza 102,2 milhões de pessoas.

O salário médio mensal caiu para R$ 2.011,00 ajustados para a inflação, no período do ano anterior o valor era de R$ 2.047,00, ossalários mensais despencaram em comparação aos três meses anteriores que era de R$ 2.015,00.A queda nos empregos e salários vêm com os efeitos do fluxo de caixa da recessão profunda das empresas do país.

Após contrair 3,8% no ano passado, a economia do Brasil deve encolher 3,15% neste ano, de acordo com uma pesquisa do banco central semanal de 100 economistas.

Apesar dos primeiros sinais de que a recessão econômica no país está moderada, o mercado de trabalho do Brasil ainda continua suscetível a se agravar ainda mais nos próximos meses.

"Esperamos que o mercado de trabalho se agrave ainda mais, devido à previsão do fraco desempenho do país na Economia, em especial no setor de serviços da mão de obra intensiva", disse Alberto Ramos, economista da Goldman Sachs.

Os dados da pesquisa desta sexta-feira vieram de uma pesquisa criada no ano passado pelo IBGE, que mede o desemprego em todo o país e é conhecido como PNAD.Ele substituiu uma pesquisa que coletou dados de apenas seis principais áreas metropolitanas.

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