A crescente crise na Economia do país tem afetado diretamente alguns setores que, teoricamente, deveriam estar à margem da mesma,como por exemplo as igrejas evangélicas. Apesar de algumas regalias que instituiçõespossuem, a exemplo da isenção de impostos, a Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (CCPB) tenta junto ao governo Temer uma forma de convencer os bancos privados a facilitar empréstimos para a construção de novos templos.

O Bispo Robson Rodovalho, presidente da CCPB e fundador da igreja Sara Nossa Terra, já havia participado de uma reunião com o presidente Michel Temer quando o governo aindaera interino, e nesta semana voltou a falar com o presidente sobre o assunto.

Rodovalho usou o argumento de que os bancos não possuem confiança nas igrejas como clientes, mesmo que todo o patrimônio seja apresentado como garantia. Ainda assim existe essa burocracia que impede a aprovação dos empréstimos.

Por fim, Rodovalho deixou clara sua posição frente a essa situação: "Queremos ser tratados como clientes comuns".

Não se sabe ao certo qual foi a postura de Temer quanto à solicitação de Rodovalho, porém é importante lembrar que a maioria dos líderes evangélicos declarou apoio ao então presidente interino, bradando em uníssonoo "Fora PT".

Sendo assim, nada mais coerente do que imaginar que o presidente tem uma divida com esse grupo de aliados que representam uma porção de mais de 40 milhões de eleitores.

Caso o presidente interceda junto aosconselhos de administração dos bancos, a CCPB ganhará um aliado extremamente poderoso e, neste momento de crise, será difícil que os bancos neguem um apelo feito pelo próprio mandatário do país.

Por outro lado, críticos já se manifestam contrários a mais essa possível regalia das igrejas, uma vez que jápossuem imunidade tributária e, sendo o país laico, alguns acreditam que não seria justo o governo intervir.

De qualquer forma, o bispo da Sara Nossa Terra espera ansioso pelo próximo encontro com Temer para saber se receberá o apoio do governo nessa empreitada.

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