Em anúncio feito nesta última sexta-feira (28), a Petrobrás informou no site oficial da empresa que contratouempréstimo de US$ 1,2 bilhão com o Banco santander.Atravésdesua subsidiária Petrobras Global Trading (PGT), a estatalfirmou um financiamento sem garantia real com o banco, comvencimento para2023.

Ainda de acordo com informações concedidas pela petrolífera, o valor captado será utilizado para pagamento de dívidas que a empresa mantém com o próprio banco, cujoprazo de vencimento seria em2017.

O valor a ser quitado é de cerca de 800 milhões de dólares. Isso garante que a Petrobrás tenha um prazo maior para pagar os novos financiamentos. A Petrobrás também possui outras dívidas bancárias, que terão seus pagamentos antecipadoscom os 400 milhões de dólares restantes desse empréstimo.

Na prática, a empresa está pegando dinheiro do Santander, para pagar ao Santander.

A empresatem investido elevados montantes nos últimos anos, epor conta disso, o endividamento é inevitável. De forma que, na tentativa de alongar os prazos de vencimento dessesfinanciamentos, se faz necessário realizar novos empréstimos para que a empresa tenha fôlego financeiro para manter suas atividades e consiga diminuir o elevado volume de investimentos previstos para os próximo anos.

A tentativa de reduzir dívidas da Petrobrás é um dos maiores desafios do novo presidente da empresa, Pedro Parente. O endividamento líquido da Petrobras passou de um patamar de R$ 100 bilhões no final de 2011 para mais de R$ 390 bilhões no final de 2015.

No último dia da Rio Oil & Gas, 18ª edição do maior evento de óleo e gás da América Latina, Parente encerrou a feira na cerimônia da noite de quinta-feira (27) afirmando que a companhia está "virando o

jogo". "Falo isso com muito cuidado, sabemos que tem muito trabalho e muita resistência pela frente, muita coisa pra resolver. Mas o que nos imbui é o desejo de continuar fazendo essa virada, precisamos fazer o que tem que ser feito, o que é certo", disse o executivo.

De acordo com o balanço do segundo trimestre de 2016, a estatal possui um total de US$ 45,8 bilhões em dívidas com prazo de vencimento entre 2017 e 2019, desconsiderando os juros.

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