Se você está pensando em quitar aquela dívida ou comprar um novo eletrodoméstico em dezembro, é melhor diminuir as expectativas. Por conta da grave crise econômica enfrentada pelo Brasil, seteestados não sabem se conseguirão pagar o 13º salário dos servidores públicos, conforme manda a legislação. São eles Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, cerca de duas milhões de pessoas devem ser prejudicadas caso o cenário negativo se concretize.

Alguns desses estados aguardam repasse de recursos do governo federal para conseguir quitar as dívidas, mas em outros a situação é ainda mais grave. O Estadãodescobriu que alguns estados não conseguirão pagar o 13º mesmo que recebam ajuda da União. A única esperança para esses governadores é que a economia melhore até o final do ano e, com isso, consigam aumentar a arrecadação dos seus estados. A situação é tão grave que mesmo os pagamentos das folhas salarias dos meses de novembro e dezembro estão em risco.

"Não temos nada definido sobre o décimo-terceiro e não podemos garantir nada", desabafouo secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes.

Vivendo uma calamidade pública oficial em suas finanças, o Rio de Janeiro é um dos estados em pior situação. O pagamento do 13º salário sequer é prioridade. Isso porque o estado ainda não sabe de onde tirar dinheiro para pagar os salários relativos a outubro. O governador carioca já informou, inclusive, sobre uma decisão dramática: o calote no pagamento dos fornecedoras de produtos e serviços do estado.

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Já o Rio Grande do Sul é bastante transparente: o estado está cheio de dívidas e é improvável que consiga pagar o benefício até o final do ano. Os servidores gaúchos só devem receber o 13º salário em 2017, em pagamentos parcelados.Em Roraima os funcionários públicos já sentem no bolso as consequências da crise. O estado, que antes pagava o salário pontualmente no dia 30, agora atrasa os pagamentos até o dia 10.

Os outros quatro estados confiam em uma possível ajuda federal para evitar o calote, mas o governo Temer ainda não confirmou nenhum repasse financeiro a estes entes federativos.

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