O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (31), mostra que o Brasil fechou 2016 com 12,3 milhões de desempregados, a maior taxa desde que o país entrou, em 2014, em uma das piores recessões de sua história. Apesar das medidas econômicas adotadas pelo governo Temer, a situação do país ainda é grave.

Segundo a entidade, em 2016, a população desempregada no Brasil cresceu 2,7% no quarto trimestre do ano (outubro a dezembro), em relação ao trimestre julho-setembro.

Em comparação com o mesmo trimestre de 2015, houve acréscimo de 36%, ou 3,3 milhões de pessoas.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os setores que registraram o maior aumento no Desemprego foram os de construção (-10,8%), da indústria (-7,7%) e da agricultura, (-4,5%). O setor dos alojamentos e grupos alimentares, por outro lado, abriu postos de trabalho durante o período, aumentando a sua força de trabalho em 5,4%.

Também de acordo com o IBGE, a população empregada no país no final de 2016 atingiu 90,3 milhões de trabalhadores, crescendo 0,5% no quarto trimestre, em relação ao terceiro trimestre e aumentando 2,1% (2 milhões de pessoas), na comparação com o quarto trimestre de 2015.

O setor privado empregou formalmente (com benefícios), mais de 34 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação aos trimestres anteriores.

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Os empregos informais (sem benefícios) no setor privado, no entanto, registraram aumento de 2,4% nos últimos três meses de 2016, com mais de 10 milhões de pessoas ocupando postos de trabalho temporários, não registrados.

Com o aumento do desemprego, os analistas do IBGE também detectaram um aumento de indivíduos independentes, isto é, autônomos. O número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,3%, o que representa 22,1 milhões de pessoas.

E, embora o desemprego esteja maior, a renda média dos trabalhadores permaneceu estável, em R $ 2.043 por mês.

A tão prometida retomada do crescimento ainda não se configura como uma realidade no dia a dia dos brasileiros. Por mais que os dados mostrem que a situação econômica do país está se agravando, o governo mostra-se seguro no que diz respeito à retomada de investimentos.

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