A crise na Economia chegou à loja de produtos eletrônicos FNAC no Brasil. Com uma dezena de lojas no país, o grupo francês FNAC Darty anunciou nesta terça-feira (28) que vai deixar o país.

Presentes no Brasil desde o final dos anos 90, as lojas da FNAC são conhecidas por oferecerem uma imensa variedade de produtos: eletrônicos como celulares, tablets, laptops e computadores; além de Livros, material escolar, CDs, DVDs e Blu-rays.

Algumas filiais, como é o caso da FNAC localizada na Avenida Paulista, também dispõe de espaços para eventos culturais como encontros musicais e noites de autógrafos. Há também as lojas com cafés em seu interior, como a FNAC próxima ao Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, também em São Paulo, que conta com um Fran's Café.

Para decepção dos clientes, o grupo anunciou que vai vender as filiais brasileiras. O assunto se tornou um dos mais repercutidos no Twitter nesta tarde.

Entenda o caso

De acordo com informações do Jornal Zero Hora, a companhia registrou um resultado líquido em equilíbrio (zero) no ano passado. Por isso, segundo comunicado divulgado pela própria rede, há a intenção de vender a filial brasileira: "o grupo começou um processo ativo para um sócio que dê lugar à retirada do país". O motivo é simples: mesmo com uma dezena de lojas, o Brasil representa menos de 2% dos ganhos da companhia no mundo.

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O número é muito pequeno e inexpressivo para que o grupo continue mantendo as lojas por aqui. O comunicado já repercutiu, inclusive, em outros países da América do Sul, como no caso do SwissInfo, do Chile.

Fora isso, no LeFigaro, da França, o destaque foi dado aos 203 milhões que o grupo faturou. A mesma reportagem chama o Brasil de "exceção" e diz que aqui o grupo não conseguiu engrenar como deveria, dando início ao processo de venda.

Na Internet, alguns consumidores se mostraram preocupados com a retirada da empresa das terras brasileiras. É certo que o país é carente de grandes e boas redes que oferecem produtos diretamente ligados à tecnologia e cultura, e a perda da FNAC deixa o consumidor desse tipo de segmento ainda mais "órfão" no Brasil.

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