Com a divulgação da notícia relacionada ao pedido de recuperação judicial da construtora #PDG, que se encontra afundada em dívidas, uma série de clientes da empresa começaram a se preocupar. Entre eles está o engenheiro Marcello Veiga, de 47 anos. Atualmente Marcello vive em Portugal e em novembro do ano passado cancelou a compra de um apartamento oferecido pela construtora.

O pai de Marcello, Manoel Veiga, afirmou que o filho chegou a pensar que não iria conseguir reaver os R$ 36 mil reais que foram investidos no imóvel até o momento.

Conforme consta nos termos do distrato entre Marcello e a PDG, a primeira de oito parcelas de quase R$ 4,5 mil começaria a ser paga depositada em um prazo de 90 dias a partir da data de assinatura do contrato.

A data de vencimento da primeira parcela já passou, mas a PDG não fez o depósito do valor. O engenheiro diz que já tentou entrar em contato com a empresa, mas ela não responde as solicitações.

De acordo com alguns advogados especialistas neste tipo de situação não há nada de animador no cenário, especialmente para os clientes que têm dinheiro a receber da empresa. Outros clientes que também poderão enfrentar problemas são aqueles que adquiriram os imóveis ainda na planta e não receberam as chaves.

A principal recomendação no caso de o plano de recuperação vier a ser aprovado é que cada cliente busque informações para saber detalhadamente o que irá acontecer com a obra (o andamento) onde o seu imóvel estiver situado. Segundo Vinícius Costa, consultor jurídico da ABMH, o plano de recuperação irá definir o andamento de cada empreendimento idealizado pela empresa.

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Como se todo esse cenário já não fosse desanimador, ainda há outro problema que pode ser enfrentado pelos clientes. Aqui a questão são as obras atrasadas. Segundo alguns analistas consultados, a estimativa é de que existam cerca de 50 obras da PDG que estejam em andamento no Brasil. Já o balanço daquelas que estão atrasadas e das que não estão ainda não foi possível verificar.

Cancelar o contrato pode não ser o ideal

Costa, o consultor da ABMH, recomenda que aqueles clientes que tenham imóveis em empreendimentos que já estejam bem adiantados devem aguardar a aprovação ou não do plano de recuperação.

O primeiro motivo é que caso algum problema surja, a lei 4.591/64 permite que os proprietários desse mesmo empreendimento possam se reunir, formar comissão e pressionar a construtora. Além disso, ainda há o fato de que se a obra ficar mais de 180 dias parada sem qualquer explicação, a comissão pode destituir a construtora da função de gerenciamento e nomear outra que esteja apta para terminá-la. #Economia #Construtoras