O prefeito de São Paulo, João Doria, concedeu uma entrevista na tarde desta sexta-feira (28) à imprensa e se pronunciou sobre a greve geral organizada por sindicatos em todo o país. O prefeito da maior cidade do país foi enfático em elogiar todo o trabalho desempenhado pelas policias militar, civil, rodoviária e também o corpo de bombeiros, que agiram com eficiência e rapidez em desmobilizar os piquetes e protestos que tentavam impedir o livre acesso da população durante os deslocamentos para seus locais de trabalho ou mesmo para suas residências.

O prefeito paulistano fez ainda um "balanço" a respeito da forte presença de funcionário públicos em seus locais de trabalho na administração municipal, num claro sinal de que não houve adesão total à greve.

João Doria agradeceu, de modo contundente, aos funcionários que trabalharam e não aderiram às manifestações da greve, classificando essa paralisação de sindicatos, como "uma greve muito mais política, do que reivindicatória", ressaltou o prefeito.

Ações judiciais

O prefeito João Doria foi categórico em afirmar que os sindicatos dos rodoviários que não respeitaram a decisão judicial de que previa um número mínimo de 80% da frota de ônibus disponibilizada para os usuários durante os horários de pico, deverão arcar com a multa "salgada" de aproximadamente R$ 500 mil.

João Doria ironizou ainda a ação promovida pelas centrais sindicais, em se tratando de uma greve que não possui apoio maciço da população brasileira, segundo ele. O prefeito disse que "ao contrário dos sindicalistas, acordou cedo para trabalhar, juntamente com outros servidores do município de São Paulo", declarou. Doria também relatou números referente ao dia da paralisação da greve geral. ao considerar que aproximadamente 80% dos funcionários públicos municipais se dirigiram aos seus locais de trabalho, o que o prefeito classificou como um grande esforço em benefício da população paulistana.

Ele ressaltou, entretanto, que a maior ausência de funcionários ocorreu na rede de ensino público da cidade, com a presença de cerca de 50% dos funcionários. Já em relação a serviços básicos para a população, como por exemplo, o atendimento médico, a presença foi expressiva nos locais de trabalho. Segundo Doria, cerca de 80% dos funcionários compareceram ao trabalho, além de outras áreas que alcançaram cerca de 90% do funcionalismo presente.

Ao ser questionado em relação a um protesto de 1.º de maio marcado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Avenida Paulista, Doria deixou um recado: "A lei deverá ser cumprida, por haver um termo de cumprimento com o Tribunal de Justiça, a CUT não poderá fazer sua manifestação na Paulista, embora possa haver um entendimento para a escolha de um outro local, porém, na Paulista, não", ressaltou o prefeito, de modo contundente.

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