Com a Crise econômica instaurada no país, muitos brasileiros se viram em uma situação financeira complicada. O aumento alarmante do Desemprego e a queda da renda de muitas famílias foram fatores decisivos para que os níveis de inadimplência aumentassem no Brasil. Com isso, tornou-se frequente entre os brasileiros a necessidade de consultar nome no SPC ou Serasa

Para se ter uma ideia do cenário desafiador vigente, de acordo com dados da Serasa Experian, aproximadamente 1 milhão de pessoas entraram para o cadastro de negativados entre abril e maio deste ano.

O mês de maio foi também palco para um número recorde: o país registrou 61 milhões de pessoas endividadas. Este é o maior número identificado desde o ínicio da série histórica, em 2012.

Em maio de 2016, o total de negativados era de 59,5 milhões de pessoas. No comparativo anual, é possível identificar uma alta de mais de 1 milhão de indivíduos na lista. Entre os motivos dos altos índices de inadimplência atuais estão, como já era possível imaginar, o desemprego e a recessão econômica.

Levando esse panorama em consideração, a Serasa Experian realizou um levantamento para identificar o perfil dos consumidores inadimplentes no país.

Segundo o estudo, a maioria dos negativados (39,1%) tem idade entre 41 e 50 anos e renda entre 1 e 2 salários mínimos.

Os dados divulgados são referentes a maio de 2017, mesmo mês em que a soma total de consumidores negativados alcançou recorde histórico de 61 milhões.

O estudo identificou que a faixa etária com maior participação nos índices de inadimplência é de pessoas com idade entre 41 e 50 anos, que somaram 19,4%.

Em seguida, a segunda maior participação por idade vem dos jovens entre 18 e 25 anos, que somaram 14,9% do total.

Na divisão por gênero, os número estão equilibrados, mas os homens estão ligeiramente na frente, com 50,9% dos inadimplentes do sexo masculino. A classe social mais prejudicada pelo endividamento é a que abrange pessoas que recebem entre 1 e 2 salários mínimos. Estes são 39,1% do total.

Em seguida, a classe social mais afetada é a que corresponde às pessoas com salários entre 2 e 5 salários mínimos, somando 11,7%.

Com relação ao número de dívidas, a maioria (37,3%) dos 61 milhões de endividados tinha, em maio, apenas uma dívida. Por outro lado, 30,7% das pessoas com Dívidas possuíam quatro ou mais contas a pagar. Os consumidores com duas dívidas eram 19,9% e o percentual de pessoas com três dívidas somou 12,1% em maio deste ano.

A pesquisa também mapeou os inadimplentes de acordo com a posição geográfica. Neste quesito, o maior percentual de endividados (45,2%) está concentrado na região sudeste do Brasil.

Em segundo lugar, está a região Nordeste, com 25,1% do total. A região sul do país ficou na terceira posição, com 12,8% dos negativados.

Bancos oferecem ajuda

Em vista dos problemas com clientes inadimplentes, os bancos estão dispostos a adotar medidas para facilitar a negociação de dívidas. A proposta foi aprovada no mês de agosto pelo Conselho de Autorregulação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e tem previsão para entrar em vigência nos próximos meses.

Para evitar esse cenário, os bancos adotarão políticas de monitoramento do endividamento e de orientação financeira. As mudanças abrangem, especialmente, os clientes que estão endividados, mas que pagam seus compromissos em dia.

O propósito das medidas é que este cliente não passe a figurar na lista de inadimplência.

As novas diretrizes também pretendem oferecer atendimento especial aos clientes com endividamento causado por situações críticas, como doenças graves, morte ou divórcio. Nesses casos, os bancos estão dispostos a disponibilizar ajuda para reestruturar as dívidas, como possibilidade de parcelamento e pagamento antecipado.

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