A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,24% para o mês de julho de 2017, segundo dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o valor, a inflação acumulada no ano passa a ser de 1,43% (enquanto no mesmo período do ano passado o número registrado foi de 4,96%).A alta de julho superou a expectativa dos analistas de mercado para o período, estimada em 0,16%, conforme mostrou a pesquisa Focus na última segunda feira (7).

Habitação e Transportes elevaram o índice, enquanto Alimentação ficou mais barata

De acordo com o instituto, os grupos habitação e transportes, com altas de 1,64% e 0,34% respectivamente, pressionaram para a alta do índice. Já o grupo alimentação e bebidas, que ocupa 25% das despesas das famílias, ajudou a conter a alta ao cair pelo 3º mês consecutivo, registrando diminuição de 0,47% no último mês.Para o IBGE, o que mais influenciou a alta do grupo habitação (com impacto de 0.20 ponto percentual) foi o custo da energia elétrica, que subiu 6% devido à alteração da bandeira tarifária de verde para amarela (que implica em cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos) e ao aumento na parcela do PIS/COFINS ocorrido nas tarifas da maioria das regiões pesquisadas.

Além disso, houve aumento de 7,09% da tarifa em Curitiba e de 5,15% da concessionária Eletropaulo, em São Paulo.No grupo Transportes, que aumentou 0,34%, a influência vem principalmente da alta de combustíveis (0,92%): o etanol ficou em média 0,73% mais caro, enquanto a gasolina variou 1,06%. As flutuações devem-se aos anúncios de diversos reajustes (aumentos e reduções) nos preços da gasolina na refinaria e, em 20 de julho, o aumento no percentual PIS/COFINS sobre o preço, que foi suspenso e revalidado diversas vezes na justiça no final do mês.

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O aumento de 2,15% nas tarifas dos ônibus interestaduais, devido ao reajuste médio de 1,45% nas tarifas a partir do dia primeiro de julho, também pressionou o custo dos transportes. As maiores variações foram registradas em Recife (aumento de 6,53%) e Salvador (queda de 1,27%).

Já o grupo alimentação e bebidas (com queda 0,47% e impacto de -0,12 ponto percentual no índice) foi puxado pelos alimentos para consumo em casa, mais baratos em 0,81% (com maiores variações de -1,80% em Goiânia até 0,06% em Brasília).

Já a alimentação na rua ficou 0,15% mais cara, ficando -0,32% mais barata no Rio de Janeiro, e 1,71% mais cara em Goiânia.Embora o preço geral dos alimentos tenha diminuído, o tomate e a cebola apresentaram maiores altas (16,90% e 11,70% respectivamente) frente ao registrado em junho.

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