Agentes de mercado ouvidos na semana passada pelo Banco Central estão apostando em uma inflação mais alta até o final de 2017, segundo a pesquisa semanal Focus. De acordo com o relatório, a mediana das expectativas para a inflação medida pelo IPCA o período foi reajustada de 4,45% para 4,5% em relação à semana passada. A inflação esperada para o mês de agosto também deve aumentar, segundo os analistas: enquanto se projetava um aumento de 0,35% na semana passada, hoje já se espera uma alta de 0,47%.

Para setembro de 2017 a expectativa foi mantida em 0,33%.

Já a expectativa para a inflação em 12 meses segue a tendência de suavização e teve reajuste de 4,53% para 4,5% em relação à pesquisa anterior. As expectativas para o crescimento PIB mantiveram-se inalteradas: para os agentes ouvidos, o crescimento do PIB esperado para 2017 ainda será de 0,32%, e para 2018, 2,0%.Outro indicador que também não foi revisto em relação à pesquisa da semana passada foi a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2017 e 2018, ambas mantendo-se em 7,5%.

Seguindo a tendência da taxa de juros - o mais importante elemento para a formação da taxa de câmbio - a expectativa para o preço do dólar ao final do ano também se manteve em R$ 3,25 ao final de 2017 e R$ 3,40 em 2018.

Percentual da dívida líquida do setor público sobre PIB deve ser menor em 2018, diz a pesquisa

Segundo os analistas ouvidos, o percentual da dívida líquida do setor público em relação ao PIB em 2017 ainda será o mesmo projetado na semana passada, projetada em 51,7% do PIB, mas a projeção do indicador para 2018 foi alterado para menos (de 55,24% 55,13%).Contudo, estas projeções podem sofrer alterações se o Governo anunciar esta semana o aumento da meta de déficit fiscal, de R$ 139 bilhões para para R$ 159 bilhões para o ano de 2017 e de R$ 129 bilhões para R$ 169 bilhões para 2018.

A alteração está em jogo devido ao risco ao funcionamento da máquina pública se o governo cortar mais gastos e à ampliação de gastos este ano com as concessões feitas à elite do funcionalismo público. As dúvidas das empresas quanto a adesão ao programa de refinanciamento da dívida e a demora na aprovação das reformas também prejudicam a meta estabelecida pela equipe econômica.

Além disso, com alto nível de impopularidade, o governo ainda oscila decide sobre aumento de impostos - a exemplo da possível alta na alíquota do imposto de renda, posteriormente negada pelo presidente.

A medida é difícil em um momento em que políticos da base e da oposição se preparam para as eleições de 2018 e não querem suas imagens associadas a medidas impopulares.

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