As expectativas de inflação para o ano de 2017 foram mais uma vez reajustadas para baixo, como mostra o relatório da pesquisa Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. De acordo com a pesquisa, a mediana das expectativas de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o fim de 2017 foi reajustada de 3,51% para 3,43% ao ano em relação ao pesquisa da semana passada.

Para os próximos 12 meses, o IPCA também segue a tendência de suavização: enquanto na semana passada os analistas esperavam uma taxa de 4,43% para o período, na pesquisa mais recente a previsão foi alterada para 4,30%.

Para o mês de agosto, a expectativa do índice também foi reajustada em 0,3 ponto percentual para baixo (de 0,47% para 0,44% em relação à pesquisa anterior), e para o próximo mês, o reajuste foi de 0,1 ponto percentual também para menos (de 0,32% para 0,31%).

Quanto aos juros, os mantiveram a expectativa de que a meta da taxa Selic será de 8,25% para setembro, mas enxergam outro possível corte até o fim de 2017 ao reajustar a meta de 7,50% até o fim do ano (na pesquisa anterior) para 7,25% ao final do período.

Já a expectativa de dólar não sofreu alterações para o ano de 2017, sendo mantida em R$ 3,23, mas foi revisada de R$ 3,39 para R$ 3,38 ao final de 2018.

PIB maior e os anúncios do governo

O PIB também foi revisto para cima, segundo a pesquisa. Enquanto na semana passada os agentes do mercado esperavam um crescimento de 0,34%, na pesquisa de hoje já se espera um crescimento de 0,39%.

A revisão da expectativa vem junto com uma semana repleta de anúncios vistos como positivos pelo mercado, como a liberação do PIS/Pasep para um novo grupo abaixo de 70 anos, a venda de ativos da Petrobras, leilões de energia elétrica, a privatização de empresas do Governo - como a casa da Moeda, aeroportos -, além dos sinais de recuperação da atividade econômica já observados pelo mercado.

A Medida Provisória da Taxa de Longo Prazo (TLP) também figura atualmente como uma das prioridades de governo para o ajuste fiscal por diminuir o subsídio fornecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e deve ser aprovada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (30). Se a medida passar, a taxa substituirá a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), calculada com base na inflação, e utilizada pelo BNDES em seus empréstimos.

Atualmente, a TJLP está no patamar de 7% (já a Selic, em 9,25%).

A TLP, que tem como referência a NTN-B (um dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional), vai gradualmente se igualar à taxa de juros de mercado, deixando de ter o caráter subsidiado da taxa anterior, o que é positivo para o governo por gerar menos custos nos empréstimos concedidos pelo BNDES - dos quais muitos geraram polêmica por terem sido destinados a empresas envolvidos nos escândalos da Lava Jato.

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