Na última década, o Brasil passou por um período de grande crescimento econômico, e mesmo com a última crise, a renda média dos cidadãos aumentou consideravelmente do ano de 2000 para hoje. No entanto, a desigualdade social entre negros e brancos continua alta, e alguns dados mostram que a população negra não foi tão beneficiada pelo aumento na renda da população.

Também é observado que a crise e o desemprego afetam mais os negros.

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De 2015 a 2017 o rendimento médio de negros e pardos caiu 2,8%, enquanto o dos brancos apresentou um aumento de 0,8%, mesmo durante o pior triênio da história para a economia brasileira, o que ilustra como diferentes classes econômicas sofrem durante um período ruim na economia.

Dificuldade para se educar

Um dos maiores entraves para o aumento da renda média por parte da população negra é, sem dúvida, a dificuldade de acesso à educação de qualidade.

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Apesar do aumento no número de negros cursando o nível superior, eles ainda sofrem com dificuldades externas, como a dificuldade de se manter em cursos de horário integral, já que muitos deles vêm de famílias pobres que não podem prover o sustento durante a jornada de estudo integral.

Os cursos integrais são também os que geram maiores remunerações para os formandos, como o curso de medicina, com necessidade de estudo exclusivo e apoio familiar.

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Apenas 0,9% dos novos médicos do estado de São Paulo é negro. Com isto, os ricos continuam ocupando a maioria dos postos de trabalho de alta remuneração.

Rede social limitada

Normalmente, as famílias brancas contam com uma facilidade de colocação no mercado de trabalho, já que nas gerações passadas a desigualdade era mais acentuada, e entre os profissionais mais antigos isso se mantém. Entre os cargos executivos 94,2% são brancos, contra 4,7% de negros, e nos de supervisão 72,2% são ocupados por brancos e 25,9% por negros.

Como existe um forte componente social nas relações trabalhistas do Brasil, a dificuldade de um negro conhecer alguém que possui influência em alguma empresa é maior.

Possibilidade de mudança

Neste ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a constitucionalidade de uma lei que estabelece cotas para negros em concursos públicos, área em que os negros também têm média salarial inferior aos brancos, apresentando um rendimento de 65,7% do que recebem os brancos.

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Isso se deve por conta da disparidade dos cargos ocupados, com os brancos ocupando os com melhores rendimentos.

As cotas deverão agir como com as universidades, mas têm o poder de mudar o cenário social mais rápido do que a educação superior pelo seu caráter imediatista.

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