O Índice de Confiança da Indústria (ICI) voltou a subir no mês de agosto, de acordo com a sondagem do setor feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) divulgada nesta terça-feira (29). Segundo a pesquisa, o indicador avançou 1,4 ponto na comparação com o resultado final em julho (90,8), registrando 92,2 pontos, quase o mesmo nível apresentado em maio deste ano (92,3 pontos), sinalizando uma leve recuperação.

O Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 1,6 ponto, registrando 90 pontos, o maior valor desde maio de 2014. Já o Índice de Expectativas (IE) aumentou 1 ponto, para 94,4 pontos, mas suas altas em julho (1,3 ponto) e agosto ainda não foram suficientes para recuperar a perda registrada em junho, de 3,6 pontos, segundo o relatório.

“A boa notícia da sondagem de agosto de 2017 é que as avaliações das empresas sobre a situação atual começam a melhorar de forma consistente e atingem o melhor resultado desde o início da crise, em 2014.

As expectativas também se recuperam do susto com o aprofundamento da crise política em maio, mas calibradas para baixo”, explica a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos, em nota no relatório.

Na prévia da sondagem, o ICI sinalizava alta de 1,5 ponto em relação ao julho (0,1 ponto acima do registrado), assim como o IE, para o qual se estimava alta de 1,9 ponto (para 95,3 pontos). Já para o ISA, a prévia estimou uma alta menor do que a real (de 0,9 ponto, para 89,3 pontos).

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Política

Otimismo e melhores percepções

De acordo com o relatório, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram alta na confiança, sobretudo devido à melhora das percepções sobre a situação atual e das expectativas.

A principal influência para a alta do ISA em agosto veio do otimismo sobre o nível dos estoques: o percentual de empresas que viam estoques como excessivos caiu de 12,1%, em julho, para 10,8%, e das que viam como insuficientes, aumentou de forma mais discreta, de 3,3% para 3,6%.

Porém, a piora consecutiva por quatro meses mostra que as empresas continua, com estoques industriais indesejados em agosto.

Já para o IE, as melhores perspectivas de produção para os três meses seguintes tiveram a maior contribuição. A parcela de empresas que estimam uma produção maior subiu de 29,1% para 34,2% do total, e as que esperam uma produção menor cresceram de 17,7% para 20,2% do total. Com o resultado, a produção prevista avançou 2,9 pontos, para 96,3 pontos, incapaz de compensar a queda de 5,6 pontos no bimestre junho-julho.

Quanto ao Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), o percentual foi de 74,1%, um recuo de 0,6 ponto percentual em relação à sondagem anterior, e a abaixo da média do ano, de 74,5%.

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