Conforme divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (24), a taxa média do Cartão de Crédito rotativo chegou a quase 400% em julho, atingindo 399,1% ao ano, uma alta de 18,3% em relação ao mês de junho.

Quando se trata da taxa do parcelado, o índice chegou a 504% para cliente não regular, aquele que não fez nenhum tipo de pagamento, nem o mínimo. Mesmo com as novas regras do cartão de crédito, em vigor desde abril, as taxas continuam subindo.

Mesmo com índices elevados, a procura por crédito tem aumentado.

Em julho, as concessões totais do rotativo de cartão de crédito atingiram a marca de R$ 15.164 bilhões, uma alta de 1,8% em comparação a junho.

Juro bancário também sobe

Apesar da queda da Selic - taxa básica de juros, que era de 10,25% e passou para 9,25% ao ano - , os juros bancários continuam subindo. Em um cenário com operações apenas com pessoas físicas, a alta foi de 0,4% em julho, atingindo 63,8% ao ano.

Em operações de empréstimos para empresas, houve um aumento de 0,5 ponto percentual, quando comparado com o mês anterior, somando 25,3% ao ano.

Somando-se as operações com pessoas físicas e jurídicas, a taxa média subiu de 46,2% para 46,6% ao ano. Essas médias são em relação a operações de crédito de instituições financeiras que trabalham com recursos livres, ou seja, não englobam crédito rural, imobiliário e BNDES.

Em contrapartida, os juros médios cobrados nas operações com cheque especial tiveram queda: em junho registravam 322,6% ao ano, em julho caíram para 321,3% ao ano.

Ainda segundo o BC, o saldo total das operações de crédito do sistema financeiro em julho chegou a R$ 3.062 bilhões.

Inadimplência se manteve estável

O BC também monitora a situação da inadimplência no país. São considerados como inadimplência os saldos com atrasos superiores a 90 dias.

Quando verificadas as operações com pessoas jurídicas, o resultado é de aumento na inadimplência, que subiu de 5,5% ante os 5,3% do mês anterior.

Quando analisadas as operações com pessoas físicas, ao contrário das empresas, houve um leve recuo de 5,7% em julho, sendo que em junho registrava 5,8%. É importante ressaltar que são operações com recursos livres.

Considerando um cenário geral, a taxa de inadimplência permaneceu estável durante o mês de julho deste ano. No crédito direcionado, o aumento foi de 0,1 ponto percentual.

Analistas de mercado orientam utilizar o crédito com cautela e em casos de emergência, devido às altas taxas praticadas pelo mercado financeiro.

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