A balança comercial brasileira teve um superávit de US$ 1,376 bilhão nas primeiras duas semanas setembro de 2017, segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Ministério da Indústria, comércio Exterior e Serviços (Mdic).

De janeiro até o último dia da contagem (10 de setembro), o saldo da balança comercial registra um superávit acumulado de US$ 49,485 bilhões (acrescentando o saldo das primeiras semanas de setembro ao acumulado de US$ 48,109 de janeiro até o final de agosto).

No mês de agosto, a balança havia registrado um recorde tanto para o mês quanto para o acumulado de oito meses do ano desde 1989, quando iniciou-se a série histórica feita pelo Mdic. O resultado acumulado de janeiro a agosto de 2017 ultrapassou o superávit de US$ 47,7 bilhões resultante da soma dos saldos positivos de 2016, de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério no último dia 1º.

Nos 12 meses até agosto de 2017, o saldo comercial acumulou superávit de US$ 63,428 bilhões, ou 41,8% a mais do que o alcançado durante o mesmo período anterior (US$ 44,744 bilhões).

Exportações aumentam em relação as primeiras semanas de setembro de 2016 e agosto de 2017

Segundo o relatório do Mdic, comparando-se as médias diárias de exportação até a 2ª semana de setembro de 2017 (US$ 912 milhões) com a de setembro de 2016 (US$ 752,4 mihões), registra-se um crescimento de 21,2%. Este aumento se deve principalmente à alta de 28,7% nas vendas de produtos básicos (de US$ 312,4 milhões para US$ 402,2 milhões), principalmente soja, milho, minério de cobre, minério de ferro e proteínas animais; e também ao crescimento da exportação de produtos manufaturados (28,7%, de US$ 292,1 milhões para US$ 376,1 milhões, incluindo aviões, motores e turbinas para aviação, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, torneiras, válvulas, etc).

Já os produtos semimanufaturados apresentaram queda de 4,7%, de US$ 129,9 milhões para US$ 123,8 milhões, puxados pelos semimanufaturados de ferro/aço, celulose, óleo de soja, açúcar, manteiga, gordura e óleo, de cacau.

Em comparação a agosto deste ano, houve crescimento de 7,7%, puxado pela alta das vendas de manufaturados (+19,0%, de US$ 315,9 milhões para US$ 376,1 milhões), básicos (+3,0%, de US$ 390,3 milhões para US$ 402,2 milhões) e semimanufaturados (+2,0%, de US$ 121,4 milhões para US$ 123,8 milhões).

Menos importações, superávit maior

Nas importações, a média diária até a 2ª semana de setembro/2017 (US$ 636,7 milhões) corresponde a 11,5% acima da média de setembro/2016 (US$ 570,8 milhões). A alta foi puxada principalmente pelos adubos e fertilizantes (+81,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+29,1%), siderúrgicos (+27,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (+15,0%) e veículos automóveis e partes (+14,4%).

Em comparação a agosto deste ano, houve crescimento de 5,5% nas importações, impulsionado principalmente pelo aumento da entrada de adubos e fertilizantes (+48,6%), alumínio e obras (+45,6%), equipamentos mecânicos (+19,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (+11,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (+8,4%).

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