O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aumentou 1,4 ponto em setembro em relação a agosto, atingindo 82,3 pontos, após três quedas consecutivas. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (22) no relatório da Sondagem do Consumidor.

Segundo a FGV, a marca é a mesma registrada em junho, mês imediatamente posterior ao início da crise política iniciada em maio com o vazamento de áudios e provas envolvendo o presidente Michel Temer na Operação Lava Jato.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o avanço foi de 3,0 pontos.

O indicador que mede a satisfação dos consumidores sobre a situação econômica no momento aumentou 0,7 ponto, destacando-se entre os quesitos relacionados à situação presente, com recuperação de 70% das perdas acumuladas nos últimos três meses. Para os pesquisadores, isso decorre possivelmente da melhora da percepção sobre o mercado de trabalho.

“O resultado parece estar relacionado a uma ligeira melhora na percepção sobre o mercado de trabalho e no gradual afastamento do risco de crise Política.

Isso, no entanto, não parece ter sido suficiente para alterar o perfil ainda cauteloso do consumidor“, diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em comentário no relatório.

A satisfação dos consumidores com a situação atual ficou estável: o Índice de Situação Atual (ISA) variou apenas 0,2 ponto na comparação mensal, de 70,7 para 70,9 pontos - porém, o aumento foi de 3,1 pontos frente ao mesmo mês em 2016.

Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,2 pontos, para 91,1, recuperando a marca registrada em abril, e registrando um avanço de 2,4 pontos frente a setembro do ano passado.

Expectativas sobre o futuro

Segundo o relatório, o indicador que mede o otimismo em relação à economia avançou 5,9 pontos em setembro, saindo da marca de 105,0 para 110,9 pontos, influenciando na alta da confiança em setembro.

Embora o indicador da situação presente das finanças familiares tenha variado apenas 0,3 ponto, passando de 65,4 para 65,1 pontos, as perspectivas para as finanças familiares melhoraram: o indicador subiu 3,3 pontos para 90,2 pontos em setembro, compensando parte da queda do mês anterior. Porém, o indicador de Intenção de Compras de Duráveis recuou pelo quarto mês consecutivo, de 76,8 para 73,7 pontos, indicando que o consumidor continua cauteloso nas compras.

Na classificação por faixa de renda, a confiança avançou nas quatro faixas pesquisadas. A maior alta, de 3,5 pontos, foi registrada nas famílias com renda acima de R$ 9,6 ml, para as quais houve melhora tanto da satisfação com a situação atual quanto das expectativas para o futuro próximo.

Entre as famílias com renda de R$ 4.800,01 à R$ 9,6 mil, o nível de confiança recuou 0,6 ponto, influenciado pela avaliação negativa da situação atual, e pior resultado entre as faixas. Nas famílias com renda até R$ 2,1 mil, a confiança aumentou 2,6 pontos, e na faixa entre R$ 2.100,01 e R$ 4,8 mil, a alta foi de 2,2 pontos, após um recuo de 3,9 pontos em agosto.

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