A taxa de desocupação para o país no trimestre de junho a agosto atingiu 12,6%. O resultado significa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre entre março e maio (13,3%), e um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período no ano anterior (quando a taxa foi estimada em 11,8%). Os números fazem parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional de Domicílios) apresentada nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre de junho a agosto de 2017, o contingente de pessoas desocupadas (13,1 milhões) caiu 4,8%, frente ao trimestre de março a maio de 2017 (13,8 milhões de pessoas).

Em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior (12,0 milhões), o percentual subiu 9,1%, equivalente a um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas desempregadas na força de trabalho (contingente que cresceu 0,7% no trimestre).

Já o rendimento médio habitual se mostrou praticamente estável em relação ao trimestre anterior (caiu de R$ 2.116,00 para R$ 2.105,00), assim como a massa de rendimento real habitual (R$ 186,7 bilhões) e o número de empregados com carteira assinada (33,4 bilhões, que caiu 2,2% em relação ao mesmo período de 2016), segundo a pesquisa.

O aumento de 1,5% (mais 1,4 milhão de pessoas) da população ocupada (para 91,1 milhões) em relação ao trimestre anterior, e de 1,0% (1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016 (90,1 milhões de pessoas ocupadas) foi puxado, principalmente, pelo aumento do número de trabalhadores sem carteira assinada (2,7% em relação ao trimestre anterior, atingindo 10,8 milhões de pessoas) e os trabalhadores por conta própria (2,1% em relação ao trimestre anterior, com 22,8 milhões de pessoas).

Empregos aumentam no funcionalismo público e em segmentos como indústria e serviços

Apesar da crise e da contenção de gastos no governo, o número de empregados no setor público apresentou variação de 2,6% (295 mil pessoas) frente ao trimestre anterior (março a maio de 2017), segundo o IBGE. Na comparação com o mesmo trimestre em 2016, o número se manteve praticamente estável.

Em termos de divisão por atividade, a pesquisa mostra que o trimestre de junho a agosto registrou, em relação ao trimestre anterior, aumento de ocupação nas categorias de indústria geral (1,9% ou mais 227 mil pessoas), construção (2,9% ou mais 191 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7% ou mais 414 mil pessoas) e outros serviços (3,0% ou mais 132 mil pessoas).

Já os demais grupos de atividades não apresentaram variação relevante.

O contingente da força de trabalho, que inclui a população ocupada e desocupada, cresceu 0,7% no trimestre encerrado em agosto, atingindo 104,2 milhões de pessoas, enquanto o contingente fora da força de trabalho foi estimado em 64,4 milhões de pessoas (praticamente estável).

A fatia de empregadores também não mudou frente ao trimestre anterior, mantendo-se estável em 4,2 milhões de pessoas, mas cresceu 6,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Já os trabalhadores domésticos também se mantiveram estáveis em cerca de 6,1 milhões de pessoas.

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