A Dívida pública Federal aumentou 1,8% em agosto na comparação com julho de 2017, atingindo R$ 3,404 trilhões, segundo o relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira (25). Segundo o Tesouro, esta variação deveu-se à emissão líquida de R$ 33,00 bilhões e à apropriação positiva de juros em R$ 29,61 bilhões.

Na composição por indexadores, 34,84% do resultado veio de títulos prefixados, 29,67% corresponderam a títulos lastreados a índices de preço, 31,92% representaram taxas flutuantes e apenas 3,57% da dívida foi composta pelo câmbio.

Em relação ao mês de julho, houve aumento na participação da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Interna) de 96,52% para 96,55% em agosto (ou R$ 3.286,43 trilhões). Já a DPFe (Dívida Pública Externa) teve sua participação reduzida de 3,48% para 3,45% (equivalente a R$ 117,57 bilhões).

Pelo Plano Anual de Financiamento da dívida (PAF), o estoque tem que variar entre R$ 3.450 trilhões e R$ 3.650 trilhões em 2017.

Quem detém a dívida

Na classificação por detentores, o grupo de fundos de investimentos alcançou a maior participação no estoque do endividamento em agosto, passando de 24,37% em julho (R$ 786 bilhões) para 25,18% (ou R$ 827,68 bilhões). Logo em seguida vem a Previdência com a segunda maior participação, correspondente a 24,83% da parcela da dívida (R$ 815,87 bilhões, inalterada desde julho), e as instituições financeiras, com uma fatia de 22,37% (R$ 735,20 bilhões).

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Governo

As menores participações registradas foram do próprio Governo (que diminuiu de 4,88% para 4,81%) e das seguradoras (com apenas 4,69%, o equivalente a R$ 154,24 bilhões).

A participação de não-residentes no país também foi reduzida de 12,83% para 12,66%, embora o montante tenha aumentado de R$ 413,87 bilhões para R$ 416,19 bilhões. Isso ocorre porque a dívida aumentou em termos reais. Além do aumento da compra por parte dos fundos e das instituições financeiras, a diminuição da participação de seguradoras e outros investidores indica que os investidores têm mudado suas carteiras e aumentado o apetite pelo mercado de ações (renda variável).

Isto ocorre devido à melhora dos indicadores domésticos de serviços, comércio, emprego, etc - o que beneficia as empresas por melhorar o cenário macroeconômico - e devido à tendência de queda de taxas de juros e de índices de preços que lastreiam títulos de renda fixa, fazendo com que o investidor ganhe menos.Em agosto, a bolsa teve grande alta com a valorização das commodities (que beneficiam principalmente as gigantes Vale e Petrobras) e com os anúncios de privatizações feitos pelo governo, como a da Eletrobras.

O índice bovespa (Ibovespa) teve alta acumulada de 7,46% em agosto, maior desde outubro de 2016, 11,6%.

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