Todas as segundas-feiras, o Banco Central publica um relatório com as expectativas do mercado baseado na análise de cerca de 100 profissionais. Com o nome de boletim Focus, o objetivo é acompanhar os dados projetados para o mercado com a realidade e produzir ferramentas para a tomada das próximas decisões.

No último relatório do dia 11 de setembro, novos dados trouxeram um renovaram os ânimos para o mercado e o Bacen já projeta um 2018 mais promissor.

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PIB

O Produto Interno Bruto para 2017 teve uma alta na estimativa de 0,50% para 0,60% e prevê para 2018 um aumento de 2% para 2,10%. O indicador tem o papel de medir a atividade econômica de um período ou região. Isto significa que o ambiente está favorável para o aumento na produção da indústria, comércio e serviços e consequentemente aumento na criação de vagas de trabalho.

IPCA

O Índice de Preço ao Consumidor nada mais é que o acumulo da inflação no preço final de produtos e serviços para o consumidor.

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Se o índice tem um aumento, significa que os preços subiram naquele período e se diminui é porque teve uma redução. A estimativa para o final de 2017 era de 3,38% de aumento acumulado, mas houve uma redução para 3,14%.

Selic

A Selic é a taxa referencial para os juros cobrados pelas instituições financeiras em empréstimos e financiamentos e tem influência direta no controle da inflação. No ano passado teve poucas alterações, mas no início deste ano o Governo começou a cortar sucessivamente a taxa caindo de 13,75% para 8,25% hoje, e com expectativa de chegar em 7% até o fim do ano. Com isso, sinaliza um futuro com preços mais controlados, trazendo um pouco mais de segurança para o mercado.

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Governo

Opinião do economista Marcos Lisboa

Com a aparente melhora nos números para a economia brasileira, consequentemente teremos cenários menos hostis para 2018. Mesmo assim, o economista Marcos Lisboa, atual presidente do Insper, apontou um grave problema que é o aumento do rombo nas contas públicas em entrevista para a revista Veja publicada no último dia 19 de agosto.

Para ele, existe falta de transparência para lidar com problema fiscal do país: “é preciso explicar à sociedade que gastos obrigatórios estão em trajetória de crescimento e que para estabilizá-los há três opções: cortar despesas, aumentar a carga tributária, ou uma combinação de ambos.

Sociedade, é preciso decidir qual das três opções queremos”.

A respeito da gradativa recuperação econômica, ele admite que o país esta caminhando para um quadro de crescimento e que pode ser uma oportunidade para consertar o problema fiscal. Você concorda com Lisboa ou acredita que o mercado pode levantar o país para o ranking dos emergentes novamente? Deixe a sua opinião nos comentários.

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