A expectativa de inflação medida pelo IPCA para o final de 2017 foi revisada para 3,14% ao ano, segundo os analistas ouvidos pela Pesquisa Focus, coordenada pelo Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (11). Na pesquisa divulgada na semana passada, a expectativa para o indicador apontava para um patamar de 3,38%.

Para os próximos 12 meses, a expectativa também foi reajustada para baixo, de 4,19% para 4,14%, mantendo a tendência de suavização já percebida ao longo das últimas pesquisas.

Em setembro e outubro de 2017, a inflação medida pelo IPCA também deve registrar marcas menores do que o esperado anteriormente: a mediana das expectativas para setembro foi reajustada de 0,29% para 0,26%, enquanto para outubro, de 0,37% 0,36%.

A projeção para a meta da taxa básica de Juros (Selic) também sofreu alteração para o período ao final de 2017, de acordo com a pesquisa. Enquanto na semana passada se esperava uma taxa de 7,25% ao final do ano, hoje já se espera um patamar de 7,0%, o que indica que o mercado enxerga maior possibilidade de cortes de juros pelo Banco Central.

Hoje a taxa se encontra em 8,25% ao ano.

Já câmbio, que tem os juros como um importante fator para a formação da taxa, sofreu pouca alteração na visão dos agentes de mercado. O dólar sofreu revisões para baixo em apenas R$ 0,01 (1 centavo de real) para os meses de setembro (reajuste de R$ 3,16 para R$ 3,15) e outubro (revisado de R$ 3,18 para R$ 3,17). Para o final dos anos de 2017 e 2018, as projeções da moeda permaneceram inalteradas em R$ 3,20 e R$ 3,35, respectivamente.Para os Top 5 analistas (os que mais acertam as projeções), o IPCA deve fechar o ano em 3,01%, (versus 3,31% projetados na pesquisa anterior), e encerrará 2018 no patamar de 4,02% (ante 4,20%). A mediana das expectativas de câmbio também foi modificada, de R$ 3,25 para R$ 3,20 em 2017, e de R$ 3,35 para R$ 3,43 ao final de 2018.

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Governo

PIB e produção industrial maiores

Pela terceira vez seguida, os analistas ouvidos pela pesquisa revisaram para cima as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para 2017, atualmente no patamar de crescimento de 0,60% (versus 0,50% na semana passada). Em 2018, o crescimento deve ser de 2,10%, enquanto na semana passada os agentes de mercado esperavam uma alta de 2,0%.

A produção industrial também foi revisada para cima, para o patamar de crescimento de 1,10% (versus 1,0% registrado na pesquisa da semana passada).

Mas o valor está dentro da margem de oscilação observado nas projeções dos analistas registradas nas últimas pesquisas de agosto.

O percentual da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) sobre o PIB também deve ser maior do que o esperado para o ano de 2017 em comparação com a pesquisa anterior, sendo revisto de 52,0% para 52,05% (revisão para cima pela 4ª vez seguida). Para 2018, porém, o indicador deve ser mais baixo do que o registrado na pesquisa da semana passada: após 3 altas seguidas, a expectativa da DLSP/PIB para 2018 foi revisada de 55,65% para 55,40%.

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