Agentes do mercado revisaram suas projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,60% para 0,67% e de inflação de 3,08% para 2,97% para 2017, segundo a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (25). Segundo os analistas ouvidos pela pesquisa, a inflação nos próximos 12 meses deve continuar numa tendência de suavização, e foi revisada para 3,94% ante 4,07% da pesquisa da semana passada (o sétimo reajuste negativo seguido).

Neste mês, a mediana das expectativas também caiu de 0,23% para 0,12%, enquanto a projeção de outubro permaneceu em 0,35%. Para o final de 2017, a inflação deve fechar o ano abaixo da meta estabelecida de 4,5%. Na quinta redução seguida, os analistas alteraram suas expectativas de 3,08% para 2,97%. Para o fim de 2018, o mercado espera uma taxa de 4,08%, versus 4,12% na semana passada, também abaixo da meta estabelecida em 4,5% para o ano que vem.

PIB, juros, dólar e dívida líquida

O crescimento do PIB também foi revisado para cima, de 0,60% para 0,68% em 2017 e de 2,20% para 2,30% em 2018, continuando o a tendência de separação entre a crise Política e a economia na atual visão dos agentes de mercado. Além da alta de índices de confiança e da melhora na produção agrícola influenciando positivamente o PIB, os analistas têm enxergado perspectivas melhores para a economia brasileira com a implementação das reformas pelo Congresso Nacional, que possibilitarão o ajuste fiscal, e com a cada vez menos provável candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018, conforme a Lava Jato avança.

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A taxa de juros, fundamental tanto para a tomada de decisão de investidores quanto para a manutenção ou venda de títulos de dívida e/ou outros investimentos atrelados à taxa Selic, não sofreu revisão pelo mercado, que já trabalha com um patamar de 7,0% ao final de 2017 e 2018, após o Banco Central já ter sinalizado que diminuirá o ritmo dos cortes nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Já a taxa de câmbio, que tem a taxa de juros como um dos principais fatores para sua formação, sofreu revisão de R$ 3,20/US$ para R$ 3,16 ao final de 2017 e foi mantida em R$ 3,30/US$ ao final de 2018.

A relação entre Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e PIB foi revisada para cima em 2017 de 52,10% para 52,15%, o que indica um crescimento da dívida, pois a projeção do PIB também foi elevada. Para 2018, a relação DLSP/PIB foi revisada para baixo, de 55,70% para 55,65%.

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