Os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central revisaram a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2017 de 0,39% para 0,50%, segundo a Pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (4). É a segunda vez seguida que a expectativa de crescimento do indicador é revisada para cima, conforme observado nos relatórios. Para 2018, o crescimento esperado foi mantido como o visto na semana passada, em 2,0%.

Já a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado pelo IBGE) para 2017 deve ser menor do que o esperado, e foi revisada de 3,45% para 3,38%. A mesma tendência foi observada para as taxas inflação de agosto e setembro: as medianas das expectativas foram revisadas de 0,44% para 0,39% e de 0,31% para 0,29%, respectivamente.

Para os próximos 12 meses, também se espera uma tendência de queda da inflação, e o indicador foi revisado para baixo pela quarta vez seguida, agora de 4,30% para 4,19%.

Para o final de 2018, pela primeira vez foi revisada para 4,18%, após seis semanas mantida em 4,0%.

Quanto ao câmbio, os analistas esperam dólar mais barato para o final de 2017 e 2018 em relação às pesquisas anteriores: as projeções foram revisadas de R$ 3,23 para R$ 3,20 e de R$ 3,39 para R$ 3,38, respectivamente.

As previsões para a meta da taxa básica de juros (selic) não foram alteradas, sendo mantidas em 7,25% ao final de 2017 e 7,50% ao final do ano que vem, segundo os dados da pesquisa.

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Para o grupo Top 5 (os cinco analistas que mais acertam em suas previsões), a mediana dos indicadores de inflação foi revisada de 0,44% para 0,36% (agosto), de 0,32% para 0,24% (setembro) e de 3,45% para 3,31% (2017), no curto prazo.

Dívida líquida do setor público, balança e investimento

Embora o PIB também deva crescer mais do que o esperado, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) - que é o consolidado do endividamento não financeiro do setor público e do BC junto aos bancos (públicos e privados), setor privado não financeiro e o resto do mundo - também deve ser maior em relação ao PIB, segundo os analistas ouvidos: enquanto na semana passada se esperava uma relação de 51,95% para 2017, na pesquisa mais recente, a projeção é de 52,00%.

Para 2018, a projeção também foi reajustada, de 55,60% para 55,65%.

Para 2017 e 2018 os analistas mantiveram suas projeções para os indicadores de balança comercial (US$ 61,35 bi e US$ 48 bi, respectivamente) e investimento direto estrangeiro no país (em US$ 75 bi para cada ano).

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