A taxa de inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,47% em setembro após ter variado 0,10% em agosto, segundo relatório publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (28). Em setembro de 2016, a variação havia sido de 0,20%. Em 2017 até setembro, a variação acumulada do índice é de -2,10%, enquanto em 12 meses a taxa é de -1,45%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 0,74%, após ter recuado 0,05% em agosto.

O índice relativo aos bens finais cresceu 0,02%, em setembro, após ter caído 0,85% no mês anterior. Segundo os pesquisadores, a alta de setembro se deu principalmente no subgrupo de combustíveis para o consumo, que passou de 0,24% em agosto para 6,11% em setembro. Se fossem excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de bens finais (ex) teria recuado 0,05% (em agosto, -0,58%).

O índice referente ao grupo bens intermediários subiu 0,62%, após uma redução de 0,08% no mês anterior. Os pesquisadores atribuem o evento ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que saltou de uma variação de 1,58% para 4,98% em setembro. Excluindo-se esse subgrupo, o índice bens intermediários (ex) registraria uma variação de -0,02%, ante -0,32% em agosto.

Já o índice do grupo matérias-primas brutas subiu 1,81%, em setembro, depois de ter variado 1,04% no mês anterior.

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Os itens responsáveis pela expansão, segundo o relatório, foram bovinos (0,12% para 8,89%), milho (em grão) (-2,48% para 6,63%) e soja em grão (-1,75% para -0,06%). As variações menores foram vistas no minério de ferro (11,65% para 7,88%), café em grão (3,64% para -2,32%) e leite in natura (-4,15% para -7,19%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve variação negativa, de -0,09% em setembro, ante a alta de 0,33% no mês anterior, devido ao decréscimo na variação de seis das oito taxas de despesas que compõem o índice.

O principal a puxar a queda foi o grupo habitação (0,53% para -0,24%), influenciado pela queda nas tarifas de eletricidade. Também influenciaram o índice os grupos: transportes (1,70% para 0,56%), alimentação (-0,47% para -0,82%), saúde e cuidados pessoais (0,34% para 0,26%), comunicação (0,26% para -0,08%) e despesas diversas (0,13% para 0,11%). Os destaques nesses grupos foram gasolina (8,50% para 2,68%), hortaliças e legumes (-2,82% para -11,41%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,09% para -0,31%), tarifa de celular (0,41% para -0,18%) e alimentos para animais domésticos (1,22% para -0,66%), respectivamente.

Já os preços que aumentaram foram itens de educação, leitura e recreação (0,03% para 0,52%) e vestuário (-0,28% para 0,11%), com destaque para passagens aéreas (-2,07% para 12,81%) e roupas (-0,49% para 0,18%), respectivamente.

No setor da construção, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta mais moderada em setembro, de 0,14% (versus 0,40%em agosto). O índice de materiais, equipamentos e serviços variou 0,37% (versus 0,20% em agosto). O índice de custo de mão de obra recuou 0,04%, ante a alta de 0,56% em agosto.

Incerteza Econômica

O Índice de Incerteza Econômica (IIE-Br), também medido pela Fundação Getúlio Vargas, apresentou um recuo de 10,8 pontos entre agosto e setembro, ao passar de 130,1 pontos para 119,3 pontos, recuperando a taxa registrada em abril, anteriormente à crise Política iniciada com o vazamento das gravações envolvendo a JBS e agentes políticos. Em relação a setembro do ano anterior, o indicador registra queda de 1,3 pontos.

Segundo os pesquisadores, a queda decorreu de recuos nos componentes mídia e expectativa: o IIE-Br Mídia caiu 7,5 pontos no mês, contribuindo com -6,6 pontos para o recuo do índice geral, e o IIE-Br Expectativa despencou 18,2 pontos, pressionando a queda do indicador agregado com -4,6 pontos. Já o IIE-Br Mercado subiu 3,3 pontos, com um impacto positivo de 0,4 pontos no IIE-Br.

"O principal destaque nessa queda acentuada do indicador de incerteza é a volta para o nível anterior à divulgação dos áudios da JBS com o Presidente Temer. Em relação à elevada média dos últimos três anos, o resultado de setembro parece baixo, contudo, o valor ainda está longe da média histórica de 100 pontos. A queda do indicador pode ser explicada por dois fatores: a diminuição das incertezas com relação à condução da política econômica, claramente refletido no IIE-Br Expectativa e, em segundo lugar, o sentimento de que a condução da política econômica não sofrerá grandes desvios no médio prazo, diminuindo o impacto da incerteza política no indicador”, diz o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV\IBRE, em nota no relatório.

O IIE-Br é composto de três partes: o IIE-Br Expectativa, construído a partir das dispersões das previsões de especialistas para a taxa de câmbio e para o IPCA; o IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online; e o IIE-Br Mercado (baseado na volatilidade do mercado acionário, medido pelo Ibovespa). Os dados são colhidos entre o dia 26 do mês anterior e o dia 25 do mês de referência.

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