Os analistas de mercado reajustaram para menos pela sexta vez seguida a projeção de inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para os próximos 12 meses (estimada em 4,14% ao ano na semana passada e 4,07% hoje). Os resultados são da pesquisa semanal Focus divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central, e refletem as melhoras nos indicadores econômicos, que apontam para recuperação gradual.

As revisões para expectativa de inflação ao final dos meses de setembro e outubro foram mais singelas, alteradas de 0,26% para 0,23% (setembro) e de 0,36% para 0,35% (outubro).

Para 2017, a mediana das projeções foi revisada de 3,14% para 3,08%, enquanto para 2018, a redução foi mais singela, de 4,15% para 4,12%.

Quanto a meta da taxa Selic (taxa básica de juros administrada pelo Banco Central), os agentes de mercado ouvidos pela pesquisa ainda trabalham com o cenário de 7,0% ao ano ao final de 2017, o mesmo patamar da semana passada, uma vez que a economia já apresenta sinais de recuperação e o próprio presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ter dito na semana passada que o corte de juros, a partir de outubro, será "moderadamente menor" do que as reduções de 1,0 ponto percentual anunciados nas últimas quatro reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), segundo o jornal Valor Econômico.

Para 2018, a projeção da taxa Selic foi ajustada de 7,25% para 7,0%, o segundo ajuste para baixo seguido. O efeito segue o otimismo com relação à recuperação econômica, mas ainda há cautela por parte dos analistas quanto as eleições de 2018. Porém, na visão do mercado, o risco da eleição de um candidato populista que ameace as reformas já está menor devido às novas denúncias da Lava Jato que miram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que uma condenação em segunda instância o impedirá de concorrer no.

Quanto ao dólar, as projeções para o fim de 2017 não foram alteradas, mantidas em R$ 3,20/US$. Ao final do ano de 2018, a mediana das projeções aponta para o preço de R$ 3,30 (em vez dos R$ 3,35/US$ da semana passada).

PIB revisado para cima

Mesmo com as novas denúncias contra o PMDB por parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deixa o cargo nesta segunda-feira (18) e será substituído por Raquel Dodge, os analistas enxergam um menor risco de que a nova denúncia contra o presidente seja aceita pelo Congresso.

Por isso, acreditam mais na possibilidade de aprovação das reformas que ajudarão a melhora econômica.

Embora mantida em 0,60% a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, para 2018, os analistas reajustaram suas projeções de 2,10% para 2,20%. A melhora vem junto com as novas revelações da Lava Jato que implicam o ex-presidente Lula, contra quem uma possível condenação em segunda instância pode minar a candidatura e diminuir o risco de eleição de um candidato populista que implique em "retrocesso nas reformas econômicas" na visão dos agentes de mercado.

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