A revista "Estudos Econômicos", da Universidade de São Paulo (USP), publicou no dia 30 de agosto de 2017 um estudo em que aponta como baixa a diferença salarial entre trabalhadores terceirizados e os empregados formais das empresas. Com dados de 2007 a 2014, Eduardo Zylberstajn (EESP/FGV e Fipe), Guilherme Stein (Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser) e Hélio Zylberstajn (FEA/USP) apontam que empregados que passaram a ser terceirizados tiveram, em média, apenas 2,3% de perda salarial. O mesmo estudo aponta que os terceirizados que foram contratados tivera aumento de 4,7% em suas folhas salariais.

As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O salário de trabalhadores que atuam com manutenção de equipamentos, vigilância, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia da informação, limpeza e telemarketing - funções que costumam ser terceirizadas atualmente - foram utilizados como base pelos pesquisadores, que cruzaram as informações salariais com características concretas específicas como idade, sexo, experiência e formação. Dados passíveis de interpretações inexatas, como dedicação, maturidade emocional e confiabilidade não foram levados em consideração pela pesquisa, pela impossibilidade de quantificá-los e compará-los.

Reforma Trabalhista

Após a aprovação da reforma trabalhista no Senado Federal, no dia 11 de julho de 2017, novas modalidades de empregos devem ganhar força no país.

As regras devem entrar em vigor ainda na primeira quinzena de novembro de 2017. Uma das principais mudanças, questionada pelas associações, conselhos e sindicatos de classes, é que o acordado passa a prevalecer sobre o legislado, o que tira força da lei trabalhista e permite a negociação direta entre trabalhadores e empregadores.

Nas novas regras, férias podem ser fracionadas em até três períodos, sendo um deles obrigatoriamente de no mínimo 14 dias. O intervalo no horário de trabalho também poderá sofrer alterações, de acordo com negociações específicas, o funcionária poderá fazer sua pausa em um período inferior a uma hora, e, em troca, sair mais cedo do seu local de trabalho.

A criação das modalidades de Trabalho Intermitente e do Trabalho Remoto são duas novidades apresentadas pela reforma, que ainda não eram contempladas pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). No Trabalho Intermitente, o trabalhador poderá ser pago apenas pelo período em que ele esteve na empresa, com direito a férias, décimo terceiro, FGTS e previdência proporcionais.

A modalidade de Trabalho Remoto permitirá que o trabalhador Home Office possa exercer suas funções sem sair de casa. Em contrato deverá ser formalizado os gastos com equipamento, energia e internet. O que permitirá maior flexibilidade ao trabalhador para adaptação profissional, principalmente em períodos de Crise econômica.

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