O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou, nesta quarta-feira (13), que o volume do setor de serviços do país sofreu uma diminuição de 0,8% em julho com ajuste sazonal. Em junho o crescimento foi de 1,3%, enquanto em maio foi de 0,3% e em abril, 1,1%.

Segundo o analista Roberto Saldanha, da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, anteriormente o setor de serviços estava progredindo a partir de outubro de 2016. A consequência do mês de março cortou a trajetória de crescimento, que teve retorno no mês seguinte, mas tornou a declinar em julho.

Em uma análise de 12 meses, o volume do setor de serviços decaiu em 4,6%. Entre janeiro e julho, a perda foi de 4%. Em comparação a julho de 2016, o recuo é de 3,2%.

Segmentos

O segmento de serviços oferecido às famílias como, por exemplo, atividades esportivas, restaurantes, hotéis e entre outros, foi o único segmento a aumentar 0,9% no mês de julho comparado ao mês de maio. Foi apontado que o avanço das condições do mercado de trabalho está associado ao pagamento das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Além disso, a estabilidade dos preços está fazendo com que as pessoas comprem mais. Também deve-se levar em conta que julho costumeiramente é mês de férias, sendo assim, o gasto em serviços como alimentação e hotelaria tiveram acréscimo.

Por outro lado, houve uma queda de 2,1% nas atividades turísticas comparadas a junho, e de 5% na comparação a julho do ano passado. Apesar de julho ser um período de férias escolares, o que incentivaria as pessoas viajar e se hospedar em hotéis no país, Roberto Saldanha ressaltou que esse segmento tem um histórico prevalentemente negativo, entre outras razões, devido à inflação no preço das passagens aéreas em julho.

Veja o desempenho dos segmentos analisados, de junho para julho:

  • Serviços prestados às famílias: 0,9%
  • Serviços de informação e comunicação: -0,8%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -2%
  • Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio: -0,9%
  • Outros serviços: -2,8%
  • Atividades turísticas: -2,1%

Em cada região

É possível observar o aumento e a queda no país divididos por regiões em que o setor de serviços apresentou em relação a junho deste.

Os locais que apresentaram alta foram: Rondônia (2%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Amazonas (0,8%), Goiás (0,7%) e Rio Grande do Norte (0,7%).

As retrações ocorreram em Mato Grosso (-7%), Espírito Santo (-6%) e Tocantins (-5,3%). Usando como base o mês de julho de 2016, Paraná (7,1%), Amazonas (5,6%) e Mato Grosso (5,3%) registraram alta, enquanto Roraima (-17,0%), Tocantins (-14,7%), Distrito Federal (14,7%) e Maranhão (-11,6%) tiveram queda.

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