O Índice de Confiança do comércio (Icom) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 3,3 pontos em outubro em relação a setembro, atingindo 92,5 pontos. Este é o maior patamar desde o registrado em agosto de 2014 (92,7 pontos), quando a Crise econômica começou a afetar os indicadores. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) na Sondagem do Comércio.

Segundo os pesquisadores, a alta do Icom se deu em 10 dos 13 segmentos pesquisados, com melhora tanto das expectativas quanto sobre a situação atual.

Enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 4,1 pontos (99,2 pontos), o maior desde março de 2014 (102,0 pontos), o Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 2,3 pontos, para 86,2 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (87,4 pontos).

Rodolpho Tobler, o coordenador da pesquisa, diz em nota no relatório que “a expressiva alta do Icom nos últimos dois meses e o registro de seu maior nível desde 2014 reforçam a percepção de que o efeito da crise política de maio passou completamente e de que os indicadores de confiança do setor retomam a tendência de alta do início do ano.

O movimento sugere que o segmento segue em recuperação lenta, sob influência da inflação baixa e do ciclo de redução das taxas de juros.

Quanto à taxa de juros, o mercado já espera uma redução do ciclo de cortes já sinalizado pelo Banco Central, o que foi confirmado na última decisão do Copom, na quarta-feira (25), de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual em vez de 1,0 ponto percentual como vinha fazendo nas últimas reuniões.

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Retração do Índice de Desconforto aponta melhora

Ainda de acordo com a pesquisa, a melhora dos indicadores da Sondagem do Comércio é reforçada pela queda de um Índice de Desconforto do setor, construído a partir de fatores limitativos à melhoria dos negócios e tradicionalmente relacionados ao mau humor empresarial, conforme apontam as empresas: demanda insuficiente, custo financeiro e acesso a crédito bancário.

Para os pesquisadores, apesar de a relação entre o Índice de Desconforto e o ISA-COM ter sido historicamente forte (correlação de -0,99), enquanto o ISA-COM subiu pelo segundo mês consecutivo em termos de médias móveis trimestrais e está 21,0 pontos acima do mínimo registrado em dezembro de 2015, o outro caiu pelo sexto mês seguido na mesma métrica, ficando 18,1 pontos abaixo do máximo de outubro de 2015.

Embora os dois índices estejam ainda distantes da média histórica (100 pontos), a melhora recente reforça a sinalização de recuperação gradual do setor.

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