O Índice de Incerteza Econômica medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) caiu 8,3 pontos entre setembro e outubro de 2017, registrando 111,0 pontos, o menor desde fevereiro de 2015. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo o relatório, a queda do índice ocorreu em todos os componentes. Enquanto o IIE-Br Mídia recuou 6,5 pontos no mês (contribuindo com -5,8 pontos para o recuo do índice geral), o IIE-Br Expectativa retrai-se em 6,5 pontos (pressionando em -1,6 pontos para a queda do indicador).

Já o IIE-Br Mercado registrou diminuição de 7,3 pontos, impactando em -0,9 ponto no índice agregado.

"Após quase três anos oscilando acima dos 120 pontos, e com muita volatilidade, o IIE-Br parece registrar o encerramento desse longo período de incerteza econômica muito elevada, motivada principalmente por eventos políticos, como a cassação da Presidente Dilma Roussef e a divulgação dos áudios do Presidente Temer", disse o economista do IBRE, Pedro Costa Ferreira, em nota no relatório.

"Embora ainda existam riscos no campo político, parece que a economia, pelo menos por um tempo, se isolou da política. Agora é aguardar os próximos eventos e torcer para que a incerteza continue baixa, permitindo maiores investimentos e consumo”, completa.

Índices apresentam desaceleração

Também nesta segunda-feira (30) foi divulgado o índice de inflação referente a preços de mercado (IGP-M) também da FGV, e o relatório Focus, do Banco Central, com as projeções de analistas do mercado para os índices de inflação, câmbio, PIB e juros.

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Segundo a FGV, o IGP-M apresentou desaceleração em relação ao mês anterior: enquanto o índice variou 0,20% em outubro, a alta registrada foi de 0,47% em setembro. Já os índices que compõem o IGP-M tiveram altas variadas. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), teve alta de 0,16%, versus 0,74% no mês anterior, indicando desaceleração - assim como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que passou de uma variação de 0,14% em setembro para 0,19% em outubro.

No sentido contrário, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,28%, em outubro, versus -0,09% em setembro, puxado principalmente pelo grupo Alimentação (+0,18%).

Projeções sofrem pouca alteração

Quanto à taxa de inflação medida pelo IPCA, os analistas ouvidos pelo Banco Central no boletim Focus fizeram poucas alterações em suas estimativas para o mês de outubro, novembro e para os próximos meses.

Para outubro, a mediana das expectativas foi mantida em 0,47%, e em novembro, espera-se uma alta de 0,36% (aumento de 0,01 ponto percentual em relação à pesquisa da semana anterior). Já para o final do ano, o mercado prevê uma alta de 3,08% (versus 3,06% na semana anterior). Nos próximos 12 meses, a expectativa é que a taxa fique em torno dos 4,0%.

As projeções para o crescimento do PIB de 2017 e a meta da taxa selic (taxa básica de juros) também não foram alterados, sendo mantidas em 0,73% e 7,0% respectivamente, segundo a pesquisa.

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