A mediana das expectativas dos analistas de mercado para a taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reajustada para cima mais uma vez, de 2,98% para 3% para o final de 2017, segundo o boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. A projeção mostra as estimativas do mercado voltaram a convergir para dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para o período (de 4,5% ao ano, com 1,5 ponto percentual de tolerância para mais ou para menos).

Para os próximos 12 meses, a estimativa da taxa continua praticamente estável na faixa dos 4,0% ao ano, também dentro da meta, e próxima ao resultado esperado para o final de 2018 (de 4,2%, inalterado desde a semana passada).

Também não sofreu alteração a mediana das projeções para a meta da taxa Selic (taxa básica de juros estipulada pelo Comitê de Política Monetária, Copom) no final dos anos de 2017 e 2018, que continua estimada em 7,0% ao final dos dois anos, inclusive pelos Top 5 analistas (os que mais acertam as projeções).

O câmbio também se manteve praticamente estável em relação à pesquisa da semana anterior - com um pequeno reajuste de R$3,16/US$ para R$3,15/US$ ao final de 2017, e manutenção da projeção de R$ 3,30 para o final de 2018 (pela quarta vez seguida). Já a mediana das expectativas dos Top 5 para o curto prazo mostram o câmbio fechando em R$ 3,15/US$ nos dois anos.

Expectativas de PIB continua sendo reajustadas para cima

O mercado continua revisando suas estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com os recentes aumentos de expectativas e desempenho de indicadores econômicos.

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Para o ano de 2017, os analistas ajustaram a expectativa de 0,70% para 0,72%. Embora discreto, o aumento reflete a visão positiva do mercado em geral e a continuidade do descolamento da política em relação à economia.

Já para o ano de 2018, a projeção do crescimento é ainda mais otimista: pela sexta vez seguida, a expectativa do percentual de crescimento do PIB em 2018 foi reajustada para cima, desta vez de 2,43% para 2,50%, o maior resultado desde a expansão de 3,0% em 2013, quando a Crise econômica começou a dar os primeiros sinais.

A relação entre Dívida Líquida do Setor Público (DLSP, que consiste no somatório de governos, Banco Central e Previdência e as empresas públicas não-financeiras, com exceção da Petrobras e Eletrobras) e PIB esperada para 2017 também se manteve estável em 52,25% em relação à última pesquisa, enquanto o resultado esperado para 2018 sofreu o terceiro reajuste positivo seguido, desta vez de 55,71% para 55,72% em relação à semana passada.

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