Os analistas de mercado revisaram as previsões para inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mês de outubro e para o ano de 2017, segundo dados do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central. De acordo com os dados da pesquisa, as expectativas foram revisadas para cima em relação à divulgação da semana anterior.

Para o mês de outubro, a mediana das expectativas apontou um reajuste de 0,40% para 0,47% em relação à semana passada, enquanto a projeção para o mês de novembro permaneceu inalterada em 0,35%.

Para o final do ano, os analistas fizeram um ajuste de 0,6 ponto percentual na projeção, que foi aumentada de 3,00% para 3,06%.

No que se refere aos próximos 12 meses, a projeção dos analistas ouvidos teve pouca alteração, com apenas 0,01% ponto percentual de alta em relação à última pesquisa (de 4,00% para 4,01%).

A alteração das projeções de inflação para o futuro próximo vem em linha com a redução dos níveis de chuva percebido nos reservatórios brasileiros, que acarretaram na revisão da bandeira tarifária pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para vermelha (maior preço da tarifa) - encarecendo o preço da energia no mês de outubro, um dos fatores que deve pressionar a inflação.

Além disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu a expectativa de chuvas nos reservatórios de hidrelétricas do sudeste - a região que mais produz energia hídrica - de 68% para 64% da média histórica produzida no mês de outubro, o que indica maior uso de térmicas - encarecendo a conta de energia por mais tempo.

Outro fator que deve pressionar o índice é a alta de combustíveis. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as altas de 5,36% nos combustíveis domésticos e de 1,29% nos combustíveis de veículos pressionaram para a elevação de 0,34% do IPCA-15 de outubro, resultado divulgado na última sexta (20) pelo instituto.

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Governo

Câmbio, PIB e Juros praticamente estáveis em relação à pesquisa anterior, e Dívida Líquida menor

Quanto à expectativa de câmbio, os analistas mantiveram suas projeções praticamente estáveis para o final de outubro (R$ 3,15/US$) e para o final de 2017 (alteração de R$ 3,15/US$ para R$ 3,16/US$). No final de 2018, a taxa esperada ainda é de R$ 3,30/US$.

Quanto aos juros, os analistas continuam projetando a expectativa para a taxa Selic (taxa básica de juros decidida mensalmente pelo Comitê de Política Monetária, Copom) em 7,0% ao fim de 2017 e 2018.

O PIB também não sofreu grandes alteração, conforme mostram os dados da pesquisa: enquanto na pesquisa da semana passada o crescimento projetado era de 0,72%, na pesquisa desta segunda, a mediana das expectativas elevou-se em 0,01 ponto percentual, para 0,73%. Para 2018, o crescimento esperado ainda é de 2,50%, mantido em relação à semana anterior.

Quanto ao Percentual da Dívida Líquida do Setor Público (que inclui Governo Federal, Estados, Municípios, Previdência, BC e empresas públicas - à exceção dos grupos Petrobras e Eletrobras) sobre o PIB, os analistas revisaram discretamente suas previsões em 0,03 ponto percentual, de 52,25% para 52,23% do PIB.

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