A mediana das expectativas do mercado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos próximos 12 meses foi elevada de 3,94% para 3,97% após sete reduções consecutivas, segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (2). As projeções para os meses de setembro e outubro também foram alteradas em relação aos dados da pesquisa da semana passada.

Enquanto a expectativa para setembro foi revisada para baixo, de 0,12% para 0,10%, para outubro, a projeção foi elevada em 0,1 ponto percentual, de 0,35% para 0,36%.

Já para os finais dos anos de 2017 e 2018, as previsões foram alteradas de 2,97% para 2,95%, e de 4,08% para 4,06%, respectivamente.

Em relação ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), os analistas ouvidos na pesquisa também têm sido mais otimistas quanto a alta esperada para os anos de 2017 e 2018. As medianas das projeções de crescimento foram revisadas de 0,68% para 0,70% para o ano de 2017 e de 2,30% para 2,38% no ano de 2018, em linha com a contínua onda de otimismo do mercado em relação ao desempenho econômico que vem descolado da crise política.

Projeções de juros e dólar inalterados, dívida mais alta

Para os agentes do mercado ouvidos na pesquisa, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) continua sendo de 7,0% ao final de 2017 e de 2018, mesmo valor esperado na pesquisa da semana passada, após o Banco Central dar sinais de que o desempenho econômico tem melhorado e que os próximos cortes serão menores.

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A taxa de câmbio, que tem como um dos principais componentes na sua formação a taxa de juros, também se manteve igual ao final dos anos de 2017 e 2018, em R$ 3,16/US$ e R$ 3,30/US$, respectivamente. Já para os TOP 5 (os cinco analistas que mais acertam as previsões), a mediana das expectativas indica que a taxa de câmbio deve encerrar 2017 e 2018 com preços mais baixos: R$ 3,10/US$ em 2017 (versus R$ 3,15 na semana anterior) e R$ 3,20/US$ em 2018 (ante os R$ 3,25 da semana passada).

O percentual da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) em relação ao PIB também foi elevado para cima pela 7ª vez consecutiva ao final de 2017, desta vez de 52,15% para 52,20% do PIB (0,5 ponto percentual). O aumento vem logo após o BC divulgar que em agosto a DLSP aumentou em 0,5 ponto percentual, alcançando o valor total de R$ 3,245 trilhões (equivalente a 50,2% do PIB). A expectativa para 2018 também foi revisada para cima, de 55,65% para 55,70% do PIB, segundo a pesquisa.

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