Deu na Revista Isto É desta semana. E a informação veio da Agência Brasil, orgão de comunicação do próprio Governo.

Segundo o balanço feito pelas agências do Banco Central, Tesouro Nacional e da Previdência o déficit no mês passado (setembro) chegou à marca de R$ 22,725 bilhões, a segunda pior marca dos últimos 21 anos para o mesmo mês. Só perdendo para setembro do ano passado. Entretanto, o déficit apresentara queda em agosto em relação ao outro ano.

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O déficit que chegou à marca histórica de R$ 108,533 bilhões nos nove primeiros meses de 2017 representa o pior índice para o período desde quando começou a série em 1997. O teto do déficit para o ano é de R$ 159 bilhões, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentarias.

Nesta conta também houve a antecipação de precatórios, que são aqueles títulos emitidos pelo governo com o intuito de pagar ações judiciais que não cabem mais recursos, ou seja, conta que deve ser paga de um jeito ou de outro.

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O que houve é que as contas que em geral são pagas nos meses de novembro e dezembro passaram a ser quitadas em junho e maio, fato este que levou a um aumento no índice de quase 20 bilhões (R$ 18,1 bilhões). O Tesouro fez tal mudança visando economizar em juros até R$ 700 milhões que deixam de ser atualizados.

Segundo o Tesouro, o déficit primário estaria abaixo do resultado do ano passado se não fosse a antecipação.

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Governo Michel Temer

Outra causa da elevação no déficit foi o aumento das despesas de obrigatoriedade como, principalmente, os reajustes do funcionalismo e da Previdência Social. Segundo a reportagem da revista, as despesas do governo no total subiram cerca de 0,7%.

Os custos com manutenção da máquina do estado apresentaram queda de 8,2% neste ano. No entanto, essa redução deu-se pela queda nos investimentos que diminuíram, ou despencaram, em 36,5% entre janeiro e setembro em valores com correção.

O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) sofreu queda de 43,8%. O Minha Casa Minha Vida de 60,2% em relação ao ano passado, de acordo com os números oficiais da inflação.

A opção de não gastar em créditos extraordinários do orçamento nacional, coisa que ocorria no ano passado, também contribuiu para a queda nas despesas do estado.

Um ponto que não abordado foi a leve alta nas receitas neste período (janeiro a setembro) impulsionadas pela renegociação das dívidas dos contribuintes para com a União. O que em tese não significa tanto já que também cresceram as despesas.

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Entenda os números

Déficit primário é a forma como é conhecida a negativação das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública e sua medição conta de janeiro a setembro neste artigo (nove meses).

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