O Banco Mundial entregou na manhã desta terça-feira (21) um relatório para os ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira. O relatório é intitulado “Um ajuste justo- propostas para aumentar a eficiência e equidade do gasto público no Brasil”. Este relatório concluiu que os governos a nível federal, estadual e municipal gastam muito e de maneira ineficiente o dinheiro da máquina pública. Segundo o relatório, cerca de 7% de todo o PIB do Brasil poderia ser economizado caso o governo federal tomasse medidas que aumentassem a eficiência dos gastos realizados pelos governos.

Para manter as contas em dia e não correr risco de voltar a viver uma recessão, o País precisa cortar anualmente 9,83 bilhões de reais.

Isso sem que os mais pobres paguem pelo rombo e nem a economia perca sua produtividade.

Só que o país pode enfrentar sérios problemas, pois essas mudanças atingem alguns grupos específicos, o que pode gerar conflitos para o governo. Um exemplo são os servidores públicos que tem salários em media 67% mais altos que os do setor privado. Sobre esse assunto, o economista chefe do Banco Mundial disse que o intuito do relatório não é ser intrusivo, e sim estimular o debate.

Outro ponto sugerido foi em relação à educação no País.

Segundo o estudo, o Brasil gasta 0,7% do PIB com as universidades federais, que geram pouco, pois a realidade nas universidades brasileiras é que a maioria dos estudantes são de classes mais elevadas, por isso o texto sugere o fim da gratuidade das universidades federais e criação de programas de bolsas para as classes mais pobres.

No fator previdenciário que sempre está em pauta no Brasil, os dados também estimulam mudanças.

Segundo este relatório, 35% dos subsídios favorecem os mais ricos, enquanto apenas 18% favorecem as classes de baixa renda. Dentro do funcionalismo público, as diferenças ainda são mais evidentes, pois os subsídios de servidores federais equivalem a 1,5% do PIB nacional, e os estaduais equivalem a 0,8% do PIB.

Este estudo foi feito a pedido do próprio governo federal, que visa achar meios de cortar gastos e conseguir se adequar ao teto de gastos criado este ano.

O cenário politico atual do Brasil não é dos melhores, o presidente é duramente questionado por suas medidas impopulares e não se sabe se Michel Temer tomará alguma das medidas citadas neste relatório até o fim de seu mandato ou as mesmas ficarão a cargo do próximo presidente eleito.

Não perca a nossa página no Facebook!