Duas boas notícias para a economia brasileira chegaram essa semana. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o ICC (índice de confiança do consumidor) subiu 3,1 pontos, atingindo a marca de 86,8 pontos. Este é o maior nível desde outubro de 2014, quando o ICC atingiu 91,1 pontos. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o índice cresceu 8,9 pontos, um avanço considerável para o País.

Segundo a coordenadora da pesquisa e economista, Viviane Seda Bittencourt, a queda da inflação e dos juros e a melhoria na perspectiva de criação de empregos faz com que o brasileiro avalie melhor a tendência das finanças familiares, além de esboçar maior confiança na hora de ir às compras nos próximos meses.

Ainda segundo a economista, essa confiança é divida, pois os consumidores mais confiantes são aqueles de maior poder aquisitivo que já conseguiram estabilizar os gastos domésticos.

Sobre as finanças familiares, o indicador que mede a intenção de se adquirir bens duráveis teve um crescimento considerável, subindo 11,1 pontos, chegando a marca de 84,2, o maior desde novembro de 2014, quando atingiu 87,2.

Outro fator importante é que houve crescimento da confiança em três das quatro classes pesquisadas, sendo o maior registrado na que possui poder aquisitivo acima de R$ 9,6 mil.

A segunda boa notícia em relação à economia nacional vem da Organização para Cooperação Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulgou hoje projeções positivas para 2018 e 2019. Segundo a organização, as projeções de crescimento econômico subiram de 1,6% para 1,9%. Vale lembrar que no ano passado a economia brasileira teve um encolhimento de 3,6%. Já para 2019 o crescimento previsto é ainda maior, podendo chegar a 2,3%.

O destaque para a volta do crescimento após dois anos de queda é a agricultura, que impulsionou esse crescimento que agora se expande para as outras áreas. Vale ressaltar que a queda da inflação e baixa os juros dão suporte para a retomada dos investimentos. Os créditos para as empresas continuam caindo, porém o desemprego começou a diminuir, e isso tudo influencia nas previsões.

Para a OCDE, a previsão é que o crescimento se intensifique, embora o crescimento seja muito sensível à evolução politica e o que ocorrerá no Brasil em 2018, ano eleitoral, que mesmo antes de chegar, já está tencionado por conta dos possíveis presidenciáveis e as investigações sobre corrupção.

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