O Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, afirmou que haverá um reajuste em torno de meio ponto percentual acima da inflação, porém, o Orçamento do Bolsa Família irá perder R$ 1 bilhão no próximo ano. Segundo o ministro, o orçamento para a pasta irá alcançar cerca de R$ 91 bilhões, o que será superior a R$ 80 bilhões orçado para o ano de 2017.

Osmar Terra esteve presente nesta segunda-feira (13) junto com o Presidente Michel Temer, Luiz Fernando Pezão, Governador do Rio de Janeiro e o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, em um programa voltado para adolescentes e crianças de comunidades fluminenses, no estado do Rio de Janeiro.

Para Osmar Terra, não existe problema algum realizar o reajuste durante um ano eleitoral. Afirmando que este acréscimo ocorrerá entre o mês de março e abril.

O orçamento previsto para o ano de 2017 teve previsão de R$ 29,7 bilhões para o Bolsa Família e para 2018, R$ 28,7 bilhões. Muitos tem questionado como será possível este reajuste?

Nova meta fiscal

Segundo o ministro de Desenvolvimento Social, o reajuste do programa só foi possível em virtude da nova meta fiscal. Quando o orçamento foi anunciado em agosto, ainda não estava em concordância com a revisão da meta fiscal.

Ele afirmou que, quando o orçamento foi feito, estava num universo onde não existia a nova meta fiscal, e quando foi feito ninguém sabia como a receita iria se comportar. "É claro que tudo isso foi feito apenas dois dias antes da nova meta. Agora a receita está melhor, vivemos em outro universo para poder trabalhar", justificou.

Em relação ao orçamento para o próximo ano, em torno de R$ 91 bilhões, Osmar disse que um fator importante que contribuiu para a realização do reajuste, foi a revisão dos pagamentos de auxílios-doença.

Ele declarou que quase 85% dos beneficiários que possuem ajuda federal, na realidade, estão em plena condições de trabalho.

Osmar Terra disse que houve uma estratégia gigantesca do governo juntamente com Ministério de Desenvolvimento Social, em cima do auxílio-doença do INSS que até o momento está vinculado ao seu ministério. Segundo ele, só neste ano, conseguiram reduzir em média R$ 5 bilhões de auxílio-doença que estavam sendo concedidos indevidamente.

Até o próximo ano tem previsão que será em torno de R$ 19 bilhões. O ministério continuará empenhado esforços para que em curto espaço de tempo, 85% que recebem auxílio voltem para o trabalho.

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