As sucessivas quedas da Taxa Selic se tornaram assunto frequente nos noticiários. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) está sendo vista por muitas pessoas como algo positivo, mas também implica em consequências não tão boas.

Um exemplo é a mudança no rendimento da poupança, que antes era de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Agora, com a Selic abaixo dos 8,5%, a rentabilidade da caderneta tem novo cálculo: 70% da Selic mais a Taxa Referencial.

Essa mudança provocou atenção nos poupadores e investidores de todo país, já que o rendimento da poupança foi comprometido.

Se por um lado muitas pessoas ficaram apreensivas, por outro, investidores enxergaram a situação como uma oportunidade de explorar novas aplicações financeiras.

Entre as opções mais buscadas atualmente estão modalidades de renda fixa, que aliam segurança e retornos interessantes, como Tesouro Direto, CDBs (Certificado de Depósito Bancários) e Letras de Crédito (LCs).

Tesouro Direto

Criado em 2002, o programa oferece a compra e a venda de títulos públicos pela internet de forma prática, rápida e segura.

Fruto da parceria entre o Tesouro Nacional e a Bolsa de Valores brasileira, o Tesouro Direto tem conquistado muitos brasileiros por exigir um valor inicial bem acessível - é possível começar a Investir com apenas R$ 30.

Certificado de Depósito Bancário

Também conhecido como CDB, este título é oferecido por bancos e permite ter retornos maiores que a poupança. Com diversas opções da modalidade disponíveis no mercado, o investidor deve estar atento especialmente à taxa de rentabilidade e ao prazo de carência exigido - que indica quanto tempo o dinheiro deve permanecer investido.

Letras de Crédito

Muito procuradas pelos investidores, especialmente pela isenção de Imposto de Renda, as LCs também podem render mais do que a caderneta. Emitidos por instituições financeiras, este títulos estão ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. Isso significa que o dinheiro aplicado em um investimento LCI ou LCA ajudará a financiar projetos de construção civil, infraestrutura e também atividades agrícolas.

Um dos fatores que mantém a popularidade da poupança é a segurança. Nesse quesito, as opções apresentadas não deixam a desejar. Enquanto os títulos públicos são assegurados pelo próprio governo federal, o CDB e as LC são garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A entidade assegura até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Dessa forma, é importante eleger instituições que estejam cadastradas no órgão, já que em caso de quebra ou falência será possível receber o dinheiro investido dentro das condições expostas.

Novidade no setor

Por ser muito dinâmico, há boas novas no mercado financeiro frequentemente.

Uma delas parece estar chegando em breve: a LIG (Letra Imobiliária Garantida). Também ligada ao setor de imóveis, como a LCI, o novo investimento aguarda o fim do processo de regulamentação junto ao Banco Central.

Vista como uma alternativa mais barata a entrar no mercado logo mais, as LIGs foram criadas através de medida provisória no final de 2014. A modalidade poderá ser emitida por instituições financeiras e tem um modelo baseado nos “covered bonds” disponíveis na Europa.

Muitos investidores já estão de olho na novidade, já que poderá oferecer garantia extra, sendo uma do próprio banco e outra de um conjunto de créditos imobiliários.

Dessa forma, se o banco emissor declarar falência, os valores investidos serão pagos pelos ativos do grupo, vindos, por exemplo, da venda de um empreendimento.

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