Agentes de mercado ouvidos pelo Banco Central mais uma vez fizeram reajustes discretos em suas expectativas de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6), o que confirma a percepção de uma tendência de volta da estabilidade econômica.

Para os próximos 12 meses, a inflação esperada é de 4,01% (versus 4,0% na semana anterior), enquanto para os meses de outubro e novembro, as estimativas estão em 0,48% e 0,38%, respectivamente.

Para o final dos anos de 2017 e 2018, os analistas mantiveram as projeções de 3,08 e 4,02%, iguais às da semana anterior. Já os Top 5 (analistas que mais acertam) mantiveram as expectativas em 3,09% para este ano e 3,83% para o ano que vem.

Quanto à taxa básica de juros (Selic), os analistas também esperam que a meta feche os anos de 2017 e 2018 na casa dos 7,0%. A mediana das expectativas para a meta da Selic vem sendo mantida neste valor há oito semanas seguidas para o ano de 2017, e há sete semanas seguidas para o ano que vem.

Os Top 5, porém, já esperam uma selic para o fim de 2018 em 6,75% no curto prazo, e de 6,50% no médio prazo.

O dólar deve apresentar uma leve alta, segundo os dados da pesquisa. Para os analistas ouvidos, o câmbio deve encerrar este ano a uma taxa de R$ 3,20/US$ (versus R$ 3,19 conforme o boletim da semana anterior) e de R$ 3,30/US$ no ano que vem (taxa inalterada há sete semanas).

Em relação ao PIB, a mediana das expectativas manteve a projeção de crescimento em 0,73% para 2017 e de 2,50% para 2018.

Dívida Líquida deve ser menor em 2017, segundo analistas

A mediana das expectativas para a proporção entre Dívida Líquida do Setor Público (DLSP, que inclui Banco Central, as administrações diretas federal, estaduais e municipais, as administrações indiretas, previdência social e empresas estatais não-financeiras federais, estaduais e municipais, exceto Petrobras e Eletrobras) no final de 2017 teve uma pequena redução de acordo com o relatório.

Se antes o percentual esperado era de 52,28%, agora é de 52,25%, segundo o relatório.

Para o ano de 2018, porém, a proporção esperada é maior, mesmo com o ajuste fiscal e as medidas anunciadas pelo Governo para aumentar a arrecadação (como a tributação de fundos de investimento). Para o mercado, o percentual de DLSP/PIB para 2018 será de 55,90%.

Outro dado em que o mercado aparenta estar otimista são as expectativas para a produção industrial: para 2017, espera-se um crescimento de 2,0% (taxa mantida há duas semanas), e para 2018, de 3,0% (expectativa inalterada há quatro pesquisas).

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