A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,42% em outubro, 0,26 ponto percentual acima do resultado registrado em setembro (0,16%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou um pouco abaixo da expectativa dos analistas da última pesquisa Focus, que projetavam o resultado em 0,48%.

O crescimento registrado também foi superior ao de outubro de 2016 (0,26%). No ano, o IPCA acumula alta de 2,21%, menos da metade dos 5,78% registrados no período de janeiro a outubro de 2016 e também é o menor valor acumulado para o intervalo já registrado desde 1998 (1,44%), segundo o relatório.

De acordo com o IBGE, sete dos nove segmentos pesquisados apresentaram alta, sendo que apenas o grupo Habitação, com alta de 1,33%, foi o maior responsável pela alta do índice agregado (peso de 0,21 ponto percentual). Já os grupos Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) tiveram crescimento negativo no mês.

Energia elétrica, alimentos e artigos para casa equilibram alta da inflação

No lado do crescimento positivo, o grupo Habitação, com alta de 1,33%, foi o que mais pressionou o índice agregado em outubro (em 0,21 ponto percentual). De acordo com o relatório, o fenômeno foi causado pela conta de energia elétrica, em média 3,28% mais cara, devido à entrada em vigor da bandeira tarifária em patamar 2 a partir de 1º de outubro - o que significa uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos - , enquanto a bandeira vigente no mês anterior era a amarela, que cobrava R$ 2,00 a mais a cada 100 Kwh consumidos.

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Quanto à pressão pela redução do índice, destaca-se o grupo Alimentos, que apresentou a sexta queda mensal consecutiva (-0,05%), embora menos intensa do que a registrada no mês anterior (-0,41%), e acumula reduções de 2,02% no ano, e de 2,14% nos últimos 12 meses. No ano, a taxa acumulada no ano é o menor registrada para o período desde a implantação do Plano Real em 1994, diz o relatório.

A desaceleração da queda ficou por conta da alta dos preços da alimentação na rua (0,16%) e em casa - que passou de -0,74% em setembro para -0,17% em outubro, puxada principalmente pela batata-inglesa (que passou de -8,06% em setembro para 25,65% em outubro) e o tomate (de -11,01% em setembro para 4,88% em outubro), enquanto apresentaram queda outros alimentos como feijão-mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), etc.

Já o grupo Artigos de Residência apresentou queda de 0,39% impulsionada, principalmente, pelos preços dos eletrodomésticos, que reduziram cerca de 1,10% na média nacional.

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