A mediana das projeções dos analistas para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) aponta para uma inflação mais alta nos próximos 12 meses (estimada em 4,04% versus 4,01% da semana anterior). Os dados foram disponibilizados nesta segunda-feira (13) no boletim semanal Focus, do Banco Central.

Também foram reajustadas as expectativas para novembro (de 0,38% para 0,41%) e dezembro (de 0,44% para 0,45%) em relação à pesquisa da semana passada.

Para o final de 2017 e de 2018, os ajustes foram discretos: de 3,08% para 3,09% em 2017, e de 4,02% para 4,04% ao final de 2018, segundo o relatório.

Já os top cinco analistas (os que mais acertam nas previsões) estão apostando no sentido contrário para o curto prazo. Para o mês de novembro, a mediana das expectativas reduziu-se discretamente em 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior (de 0,36% para 0,35%). Para o final de dezembro, a estimativa manteve-se inalterada em 0,42%.

Selic, Câmbio e PIB inalterados

Pela nona semana seguida, a mediana das expectativas para a meta da taxa Selic (taxa básica de juros) foi mantida em 7,0% ao ano até o final de 2017, evidenciando que a maior parte do mercado acredita que há pouca possibilidade de mais uma redução dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) até o final do período. Em 2018, o palpite também configura o mesmo patamar de 7% ao ano, pela oitava vez seguida.

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A taxa de câmbio, que tem a taxa de juros como um dos fatores para a sua formação, também foi mantida inalterada em relação à semana anterior, tanto para o final de 2017 (em R$ 3,20/US$) quanto para o final de 2018 (R$ 3,30/US$).

Outro fator mantido pelos analistas ouvidos pelo Banco Central foi a taxa de crescimento do PIB para os anos de 2017 e 2018, cujas expectativas apontam para crescimentos de 0,73% e 2,5% respectivamente.

Já o Percentual da Dívida Líquida do Setor Público sobre o PIB (DLSP/PIB) para o final de 2017 deve ser maior do que o esperado na semana anterior, sendo alterado de 52,25% para 52,30%, segundo a pesquisa. Para o final de 2018, porém, a expectativa foi reduzida de 55,90% para 55,81%.

A Produção Industrial é outro item que sofreu alteração em relação às semanas anteriores, porém de forma negativa. Após duas semanas com a expectativa mantida em um patamar de crescimento de 2% para 2017 e 3% para 2018, na divulgação desta segunda os analistas voltaram a reduzir suas expectativas para 1,96% e 2,73%, respectivamente.

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