Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central reajustaram suas projeções para preço do dólar frente ao real e para o crescimento da produção industrial brasileira, diz o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20). Segundo o relatório, a moeda estrangeira deve fechar o ano a R$ 3,25/US$ (frente a R$ 3,20/US$ na semana passada).

As expectativas para inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) sofreram poucos cortes.

Para novembro e dezembro, as expectativas continuam em 0,41% e 0,45%, respectivamente. Já para o final do ano, a taxa deve estar em 3,09% (inalterada frente à pesquisa anterior) e em 4,03% ao final de 2018 (ante a 4,04% na pesquisa da semana passada). Para os próximos 12 meses, a mediana das expectativas foi alterada de 4,04% para 4,02%, segundo os dados da pesquisa.

Já os Top 5 analistas - os que mais acertam as previsões - mantiveram suas expectativas de curto prazo em 0,35% para novembro e 0,42 0,42% para dezembro, enquanto para os finais dos anos de 2017 e 2018, as projeções foram mantidas em 3,03% e 4,23%.

Quanto aos juros, as expectativas para a meta da taxa Selic (taxa básica de juros) continuam convergindo para o patamar dos 7,0% ao ano para a maioria do mercado (tanto para o ano de 2017 quanto para 2018), embora a mediana dos Top 5 do curto aponte para patamares de 6,50% (no médio prazo) e de 6,88% (no curto prazo) para o ano de 2018.

Produção industrial ligeiramente maior

Com o aumento do otimismo frente à retomada da economia, a expectativa para a produção industrial também sofreu pequena revisão para cima frente à pesquisa anterior, segundo os dados do boletim desta segunda.

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Enquanto na semana passada a estimativa era de crescimento de 1,96% em 2017, na pesquisa mais recente, a mediana das expectativas já prevê um crescimento de 2,0% para o ano. Já em 2018, a projeção do crescimento foi alterada de 2,73% para 2,93%.

O crescimento esperado para PIB (Produto Interno Bruto) de 2017 foi mantido em 0,73%, de acordo com a pesquisa, mas para 2018, a expectativa foi alterada em 0,01 ponto percentual (de 2,50% para 2,51%).

As estimativas para o percentual da Dívida Líquida do Setor Público (que abrange BC, previdência social, governos e empresas não financeiras federais, estatais e municipais, exceto Petrobras e Eletrobras) sobre o PIB também sofreram alteração. Mantida em 52,30% para o final do ano de 2017, para o final de 2018, no entanto, a opinião dos analistas é que o indicador feche o próximo ano em 55,71% do PIB (versus 56,81% na semana anterior).

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