Na sexta-feira (27), no estado do Rio de Janeiro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), com duas horas e meia de atraso por conta de liminar, deu início a 2ª e 3ª rodadas do leilão das áreas de exploração do pré-sal. Foram leiloadas os blocos da Bacia de Santos, no litoral paulista, e os blocos na Bacia de Campos, litoral do Rio do Janeiro, que renderam uma arrecadação total de R$ 6,15 bilhões que não superou as expectativas que eram de R$ 7,75 bilhões, assim ficando 20% abaixo do esperado por consequência de que dos oito blocos ofertados, apenas seis foram arrematados.

Com um modelo de regime de partilha, que rege o pré-sal, as regras são simples, vence a disputa quem oferecer a maior fatia do petróleo para a União. Uma das empresas de maior destaque foi a estatal Petrobras, que dos seis blocos arrematados, três foram pela empresa - os blocos de Sapinhoá, Peroba e Alto de Cabo Frio Central, na bacia de Santos. Mais do que o exigido, a estatal irá ceder 80% de sua produção para a União, um valor acima das outras empresas e do último leilão de Libra, em 2013.

A empresa holandesa Shell ficou com os blocos de Alto de Cabo Frio Oeste e Sul de Gato do Mato, ambas na bacia de Santos, assim como a Petrobras, eles cederam mais de 55% de sua produção para a União.

O consórcio formado pelas empresas Statoil (Noruega), Exxon Mobil (EUA) e Petrogal (Portugal), arremataram a área norte de Carcará. A Statoil tem uma participação de 40% no consórcio, a Exxon Mobil também de 40% e a Petrogal tem 20%. A Shell sozinha ofertou 50,46% do óleo retornável. O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, e o bloco de Pau Brasil, na Bacia de Santos, não receberam ofertas.

Após o final do leilão, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, afirmou que leilão foi um sucesso estrondoso, empresas que não estavam no Brasil vieram e fizeram suas apostas aqui, o que mostra a confiança das empresas no país. Finalizou dizendo que o índice de óleo lucro veio bem acima do esperado, assim compensando os blocos não arrematados.

Após o leilão ter sido considerado um sucesso para o presidente Michel Temer, do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), e pelos ministros, o presidente, via twitter, manifestou sua felicidade pelo leilão do pré-sal e tuitou que, depois dos 4 anos sem leilões do pré-sal, o Brasil mostra que atrai interesse de grandes empresas e que encontrará um novo ciclo de crescimento, complementando em outro tuite que essa sexta-feira se tornou um dia histórico, graças ao esforço do governo para tornar regras mais claras e o Brasil voltou.

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