O ditado popular diz que com um ovo é possível fazer uma omelete e encher a barriga. Para os que atuam no mercado de oferta de ovos, há coerência entre a sabedoria de consenso e a prática.

Nesta semana, como um gráfico oscilante que tenta medir o comportamento do mercado, houve uma boa e uma má notícia.

A má notícia é que o mês de outubro passado registrou queda na demanda externa por ovos. Isso significa o seguinte: quem lida com o mercado de ovos, percebeu uma diminuição na quantidade total exportada.

O Brasil enviou para além de suas fronteiras pouco mais de 9300 caixas de 30 dúzias de ovos. Ao se comparar com o período de setembro, existiu uma retração de 18,4%, conforme dados divulgados pela Secretaria de comércio Exterior (Secex).

Sem outra opção, os produtores viraram suas atenções e preferências para um aumento do consumo de claras e gemas por parte do mercado interno, achando que o consumidor brasileiro – de Norte a Sul – daria uma força adicional neste ramo do agronegócio.

A lógica econômica induz a uma elevação de oferta com a respectiva queda no preço, escoando a produção excedente e enchendo os bolsos dos que têm Negócios relacionados com a avicultura e seus derivados.

Nem assim, o brasileiro se sentiu motivado para comprar mais dúzias ou acrescentar mais unidades em sua cartela. Em geral, a população recebe seu salário no início de cada mês e, inevitavelmente, vai atrás de feiras e supermercados a fim de garantir a sua “boquinha” diária. A expectativa foi frustrante e o resultado, idem.

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Negócios

Mais ovos nas cestas dos outros

Já que o primeiro lado da omelete foi frito, nada como virá-lo e dourá-lo do outro lado. O reverso da medalha, ou melhor, da omelete está na boa notícia dado pelo Ministério da Agricultura: o Brasil descobriu um novo mercado externo para exportar essa commodity: a África do Sul. A negociação está bem encaminhada com o pedido formal do país africano liberando a importação e solicitando um certificado sanitário internacional do ovo brasileiro.

A previsão é de que até o fim de novembro ou começo de dezembro de 2017 ocorra o primeiro embarque do produto. O Brasil exporta ovos para cerca de 50 países e, em 2016, faturou US$ 110 milhões. Segundo técnicos do Ministério da Agricultura, a África do Sul é mais um país a atestar o nível de qualidade demonstrado pelo Brasil, após vários anos de pesquisa e investimento e reconhecimento do que está sendo vendido.

Os sul-africanos encomendaram primeiramente 25 contêineres (aproximadamente 30 mil caixas) e a chegada ao destino final está estimada em 19 dias. Bem menos que os 31 dias para que os ovos desembarquem no território dos Estados Unidos.

A maior parte dos interessados em terras sul-africanas são empresas de controle majoritário europeu; se bem que o Brasil conquista nesta parte de produção de ovos, mercados exóticos como os Emirados Árabes, Guiné Equatorial e Arábia Saudita.

Para os produtores nacionais, o que se tratava de um “Ovo de Colombo”, se transformou numa solução à moda da galinha dos ovos de ouro.

Do ponto de vista da economia nacional, commodities são uma grande oportunidade de promover o comércio exterior, ajudando a deixar a balança comercial mais positiva. Apesar de ser um caso isolado, constitui-se num exemplo de “grão em grão, é que a galinha enche o papo.”

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