A mediana das expectativas dos analistas de mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central apontou para um crescimento de 0,89% do PIB (Produto Interno Bruto) de 2017 (ante 0,73% na semana anterior) e de 2,60% em 2018 (ante 2,58%). Os dados são do boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pela instituição.

Na última sexta-feira (2), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que crescimento do PIB para o 3º trimestre foi registrado em 0,1% frente ao trimestre anterior, um resultado 1,4% maior frente ao mesmo período do ano passado.

Segundo o instituto, os setores que mais puxaram a alta foram a formação bruta de capital fixo (1,6% maior frente ao trimestre anterior), consumo das famílias (1,2% maior) e indústria (0,8%), respectivamente, enquanto o setor agro apresentou a maior queda (0,3%), reforçando a visão positiva de especialistas a respeito da economia brasileira.

Até setembro de 2017, o crescimento acumulado do PIB (nos três trimestres) foi de 0,6%, enquanto no mesmo período do ano anterior apresentou uma queda acumulada de -3,8%, de acordo com o IBGE.

Inflação se mantém nos próximos meses e juros encerram o ano a 7,0%

De acordo com os analistas ouvidos pelo BC, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 3,03%, um reajuste negativo de 0,03 ponto percentual em relação à pesquisa da semana anterior (3,06%). Para os próximos 12 meses, os analistas esperam uma taxa de 3,96%.

Já para o fim do ano de 2018, a taxa foi mantida em 4,02%, a mesma taxa prevista há quatro semanas.

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Todos os valores estão dentro das metas fixadas pelo banco (patamar de 4,5%, com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, tanto no ano de 2017 quanto no ano de 2018).

Para os Top 5 (os analistas que mais acertam nas previsões), o IPCA fecha 2017 em 2,93% (abaixo da meta) no curto prazo e a 3,96% no médio prazo, enquanto para o ano de 2018, os palpites são 4,16% e 4,0% (curto e médio prazo, respectivamente).

Quanto aos juros, a opinião geral é que a taxa básica (Selic) fechará este e o próximo ano no patamar de 7,0%, expectativa inalterada há quase três meses pelos analistas. Já a mediana das expectativas do grupo dos Top 5 prevê patamares para o fim de 2018 em 6,88% no curto prazo e de 6,50% no médio prazo.

O câmbio também não sofreu alterações em relação à pesquisa da semana anterior e deve fechar o ano a R$ 3,25/US$, enquanto para o fim de 2018 espera-se que o dólar permaneça em R$ 3,30 (mantido há 11 semanas).

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