A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano abaixo do intervalo da meta definida pelo Banco Central, segundo os analistas ouvidos pelo boletim Focus, divulgado pela instituição nesta segunda-feira (11). Segundo a pesquisa, a taxa deve fechar o ano de 2017 em 2,88%, abaixo do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo do centro da meta (4,5%).

Para o atual mês, os analistas esperam que a taxa seja de 0,37% (versus 0,42% na semana passada), enquanto a expectativa para o próximo mês é de que feche em 0,48%. Nos próximos 12 meses, o mercado aposta em 3,91% (diminuição em relação à semana anterior, que projetava em 3,96%).

Já as inflações medidas pela Fundação Getúlio Vargas - IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna, usado para reajuste de tarifas públicas e contratos de aluguel, por exemplo) e pelo IGP-M (índice Geral de Preços - Mercado, também usado para contratos de alugueis e tarifas mais antigas, porém com uma metodologia um pouco diferente do IGP-DI) devem fechar o mês de dezembro com altas de 0,44% e 0,55%, respectivamente.

No fim do ano, os analistas projetam que o IGP-DI registre queda de -0,72% (versus -1,08% na semana anterior) e o IGP-M, -0,85% (enquanto na semana anterior a projeção era de -0,95%).

PIB mais elevado em 2017

Outra novidade da pesquisa às vésperas do fim do ano foi a revisão da expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano de 2017, de 0,89% para 0,91% nesta segunda-feira, apesar de não ter havido reajustes quanto à expectativa para o crescimento da produção industrial (mantido em 2,0%).

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo

Para o ano de 2018 também houve revisão para cima, de 2,60% para 2,62%.

O percentual da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) sobre o PIB também deve fechar o ano em um patamar mais alto do que o esperado na semana anterior: os analistas reajustaram as expectativas de 52,10% para 51,15% ao final de 2017 e de 55,55% para 55,70% em 2018, o que aponta para um aumento real da dívida, já que o PIB também foi revisado para cima.

Quanto aos juros, também não houve revisão e, como não haverá mais reuniões este ano para alteração da taxa básica (Selic), em 2018 a mediana das projeções ainda converge para o patamar de 7,0%.

As projeções de câmbio - cuja formação tem certa influência da taxa de juros - também se mantiveram inalteradas em relação à semana anterior, sendo R$ 3,25/US$ para o fim de 2017 e R$ 3,30/US$ para 2018, respectivamente.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo