Através de um serviço organizado envolvendo informatização e inteligência, a Secretaria da Receita Federal superou suas metas de combate ao contrabando. Além do cigarro, e da maconha, que também bateu o recorde de apreensão, itens como relógios, óculos, bolsas, tênis e outros também fizeram parte do trabalho de contenção da prática de contrabando. A Receita informou que a quantidade varia de um ano a outro, a depender de fatores diversos. Milhões de produtos como relógios e bolsas são destruídos por esmagamento e encaminhados para reciclagem.

Números que impressionam

A soma total das apreensões em 2017 alcançou 2,3 bilhões, batendo em 9,4 o resultado de 2016. De cada 4 brasileiros, três admitem já terem comprado produtos contrabandeados (ETCO - Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e Quase 90% dessas pessoas culpam o elevado custo dos impostos pela entrada de contrabando no país.

160 milhões de maços de cigarros, 28 toneladas de maconha representam o resultado positivo de um trabalho focado no apresamento recorde que já vinha sendo esperado desde o ano anterior, segundo o subsecretário-substituto de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Luís Felipe de Barros Reche em sua declaração ao G1 “"A gente passou a atuar com troca de informações, inteligência, ferramentas informatizadas.

A gente passou a ter mais acerto em nossas operações".

Policia Federal e cruzamento de informações

Tanto o contrabando como o tráfico de drogas e entorpecentes são atividades disseminadas ao redor do mundo. Não é fácil o controle de redes que são interligadas e chefiadas por um serviço de inteligência, não raro de poder equivalente àqueles incumbidos de acabar com esse mercado. Do lado do bem estão as aduanas de diversos países trabalhando em conjunto, cruzando dados e tributos internos como SPED e nota fiscal interna, sem falar das informações preciosas advindas das policias federal [VIDEO] e rodoviária.

Ameaça em dose dupla

O contrabando e venda de cigarros representa uma ameaça duplamente qualificada, pois esses são falsificados e, além de afetar a nossa economia, prejudica também a saúde de quem se utiliza desse tipo de droga. É este um tipo de atividade dificílimo de combater, pois o produto sai das mãos dos grandes para os pequenos distribuidores. Praticamente não existe hoje um lugar do país em que a atividade de venda ilegal de cigarros não esteja acontecendo.

Esta é a principal razão que faz do cigarro o carro chefe das mercadorias apreendidas.

As ações de apreensão de mercadorias ilegais são coordenadas pelo Centro Nacional de Gestão de Riscos Aduaneiros da Receita Federal. Estimam-se em R$ 300 milhões o montante apreendido nos Portos de Paranaguá e Itaguaí. Além das cargas de eletrônicos e brinquedos contrafeitos (falsificados) e com riscos para a saúde, falsas declarações de conteúdo e contrafação foram, do mesmo modo capturadas.

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