De acordo com a Unidade de Inteligência do The Economist, a mais renomada publicação inglesa especializada, a tendência para o ano de 2018 é de crescimento econômico Mundial levemente menor do que 2017. Estima-se crescimento de 2,7% para o ano corrente, em comparação com os 2,9% do ano anterior.

A segunda maior economia do mundo, a China, deve crescer 5,8% em 2018, representando a terça parte da expansão mundial. Outra grande economia que cresce rápido, a Índia, está projetada para crescer 7,7%, deixando-a na liderança do crescimento entre os grandes países. Vietnam, Camboja, Mianmar e Laos são os países do sudeste asiático que crescerão acima de 6%.

Brasil cresce menos do que Síria, Egito, Turquia e Irã

A economia brasileira continuará bem abaixo do crescimento médio do resto do mundo. Um gráfico mostrando países ricos com crescimentos ainda abaixo do Brasil como, por exemplo, EUA, Austrália, Alemanha, França e Inglaterra, faz parecer que o cenário não é tão ruim. Porém, ao ver a Argentina muito na frente, com Síria, Turquia, Egito, Irã, Vietnam e Etiópia muito (mas, muito) adiante, o sentimento muda.

A prolongada Crise econômica no Brasil não tem muitas esperanças de melhora em um ano eleitoral com cenário político também de crise contínua.

Recordes de safra não são suficientes para segurar o Produto Interno Bruto em um país mal administrado e com retração da já combalida indústria que representa menos de 18% do PIB.

O pagamento dos juros das dívidas também batendo recordes pode diminuir ainda mais o baixo crescimento projetado, mesmo que sejam aprovadas as reformas planejadas para que se possam manter os pagamentos ao sistema financeiro mundial.

Os primeiros e os últimos do ranking

Voltando às estimativas do Economist, o melhor desempenho econômico será da Dominica (Caribe), com crescimento de vultosos 8,8%, seguido pela Índia com 7,7%, Butão (país do sul da Ásia, no extremo leste dos Himalaias) com 7,6%, Anguilla (território britânico ultramarino no Caribe) com 7,4% e Etiópia (melhor desempenho da África) com 7,2%.

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A situação crítica da Venezuela deixa-a com as piores previsões, e sua economia deve ser de -11,9%, liderando o quadro negativo com Porto Rico com -8%, Guiné Equatorial com -3,7 e Coreia do Norte com -1,0%.

Projeções de crescimento baseadas em tendência regular

Sanções econômicas tanto à Venezuela quanto à Coreia do Norte, catástrofe em Porto Rico (parte ainda está sem energia elétrica) – tecnicamente território dos EUA, que por sua vez teve mais de R$300 bilhões de prejuízos com desastres naturais em 2017 – e outros fatores explicam a retração dos quatro países, assim como há boas explicações para o crescimento dos países liderando o ranking.

A Índia ultrapassar o crescimento da China, por exemplo, é devido à diminuição da economia chinesa enquanto o presidente Xi Jinping busca reduzir o crescimento do crédito, em conformidade a sólidas estratégias internas.

Analisar cada caso requer uma longa série de artigos. Por enquanto, deve-se lembrar de que, nos últimos anos, após lenta recuperação da crise financeira de 2008, a economia mundial vem crescendo devagar, mas com certa regularidade. As flutuações díspares das criptomoedas, tão noticiadas atualmente, ainda não chegam a afetar as economias por lidarem com pequenos valores comparados ao mercado financeiro.

Mesmo que, por algum motivo, algumas projeções individuais fujam completamente às estimativas do The Economist, a economia mundial não deve diferir muito em 2018 do que foi em 2017, caso não haja nenhum evento negativo de proporções internacionais.

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