A desigualdade é ainda maior. Toda riqueza criada pelo esforço coletivo da humanidade durante o ano de 2017 foi dividida de forma extremamente injusta. O 1% mais rico da população ficou com 82% de toda riqueza gerada. A metade mais pobre, com cerca de 3,7 bilhões de pessoas, não viu absolutamente nada do aumento dessa riqueza, enquanto o restante dividiu o que pingou do topo da pirâmide.

De acordo com a Oxfam, entidade internacional que busca soluções para a pobreza e a injustiça, a tendência mostra que a economia global está comprometida em favorecer os ricos, gratificando a riqueza em vez do trabalho.

Recado para o Fórum Econômico Mundial de Davos

“O boom de bilionários não é um sinal de uma economia próspera, mas um sintoma de um sistema econômico falido”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International, argumentando que as pessoas que "fazem nossas roupas, montam nossos telefones e cultivam nossa comida" estão sendo exploradas para enriquecer as corporações e os super-ricos.

O estudo, lançado antes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, foi produzido usando dados do Credit Suisse (CS) Global Wealth Databook.

A crescente desigualdade tem sido um tema importante no encontro das elites em Davos há anos. O relatório também destaca os efeitos prejudiciais da desigualdade de gênero com dados que mostram mais homens com terras, ações e outros bens, do que mulheres.

A Oxfam disse na segunda-feira que é hora de a elite mundial parar de falar sobre a desigualdade e começar a mudar as suas maneiras de ser. "É difícil encontrar um líder político ou corporativo que não diga que está preocupado com a desigualdade.

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É ainda mais difícil encontrar alguém que esteja fazendo algo sobre isso", disse Byanyima. "Muitos estão ativamente agravando as coisas cortando impostos e demolindo os direitos trabalhistas", acrescentou.

Recado para os governos

A Oxfam disse que os governos devem se concentrar em políticas que levariam a uma distribuição mais justa de riqueza e a direitos mais fortes dos trabalhadores. Estes poderiam incluir a introdução de um salário digno, o apoio aos sindicatos e a luta contra a discriminação de gênero.

Os governos também precisam enfrentar a evasão fiscal e colocar limites nos retornos dos acionistas e no pagamento dos executivos, disse a Oxfam. O grupo argumenta que as empresas não devem emitir dividendos aos acionistas, a menos que paguem aos seus trabalhadores um salário digno.

A Oxfam também disse que as políticas fiscais deveriam ser usadas para reduzir a riqueza extrema. A riqueza de bilionários aumentou em uma média anual de 13% desde 2010 – seis vezes mais rápido do que os salários dos trabalhadores comuns, que tiveram uma média anual de aumento de apenas 2%.

O número de bilionários aumentou a uma taxa sem precedentes para um a cada dois dias entre março de 2016 e março de 2017.

Em apenas quatro dias, um executivo-chefe de uma das cinco melhores marcas mundiais de moda ganha o que um trabalhador de vestuário de Bangladesh ganhará em toda a sua vida. Nos Estados Unidos, leva um pouco mais de um dia útil para um executivo ganhar o que um trabalhador comum recebe em um ano.

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