Segundo a Pesquisa de Endividamento e inadimplência do Consumidor (Peic), o percentual de famílias endividadas teve aumento de 62,2% em dezembro de 2017. Este valor se manteve estável em relação a novembro, mas apresentou cinco altas mensais consecutivas anteriormente.

Em 2017, o tempo médio de atraso para a quitação das Dívidas foram de 64,3 dias, superior aos 63,8 dias no ano de 2016. De acordo com o levantamento, em média, as famílias conseguem se comprometer com as dívidas no período de 7,1 meses, enquanto 32,9% continuam com este débito por mais de um ano.

Levando em consideração as 76,7% das pessoas que possuem dívidas, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão. Outros caminhos que corroboram o endividamento são o uso de carnês (17,5%) e o financiamento de automóveis (10,9%).

Entre os motivos para o aumento da inadimplência, o desemprego é um dos principais. A quantidade de famílias que declararam não possuir condições para pagar contas em atraso diminuiu de 10,1% em novembro para 9,7% em dezembro de 2017.

Mas, na comparação anual, entre dezembro de 2017 e dezembro de 2016, é notável que houve leve alta no ano passado.

A expectativa é que esta inadimplência melhore no decorrer de 2018, pois como tem acontecido uma melhora na economia brasileira, embora que lenta, isso pode ajudar nos resultados positivos das contas bancárias da população.

Para sair deste ciclo, é aconselhado que primeiramente as pessoas conheçam os seus hábitos para se organizar financeiramente.

Portanto, anotar em um papel todas as despesas fixas e variáveis é uma tarefa essêncial para entender para onde o dinheiro está indo e quais providências tomar daqui para frente.

Quem pretende renegociar dívidas, precisa estabelecer prioridades. Dessa forma, é importante escolher primeiro débitos com juros mais altos ou que possuem como garantia um bem, como por exemplo: a prestação de uma casa ou o financiamento do carro.

Uma vez que, se não ocorrer o pagamento, há risco de acabar perdendo esses bens.

Aqueles que desejam melhorar sua situação financeira, pode seguir as dicas abaixo para se livrar de vez das dívidas:

Estabelecer limites: defina um valor máximo por mês a ser gasto em cada categoria, como alimentação, supermercado, gasolina, lazer, vestuário, etc.

Pesquisar tudo: é essencial fazer uma pesquisa prévia de preços e possibilidades que caibam no bolso.

É bem possível encontrar marcas menos conhecidas com a mesma qualidade e preço mais barato.

Fugir de gastos superficiais: para conseguir quitar suas dívidas, é preciso abrir mão de algumas coisas. É claro que não será preciso viver em sacrifício, mas gastos superficiais terão que ser cortados.

Utilizar a tecnologia: aplicativos de celular que podem ajudar a controlar os gastos. Com uma ajuda da tecnologia, será possível ver com mais clareza onde ocorrem os maiores gastos e onde dá para economizar.

Construir reserva financeira: assim que conseguir quitar as dívidas, é fundamental dar mais um passo rumo à independência financeira. Conhecer investimentos que possuem rendimentos melhores que a Poupança é muito importante para quem quer criar uma reserva de emergência e evitar se endividar devido a imprevistos.

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