Conquistar espaço dentro de uma empresa está cada vez mais difícil. O número de desempregados cresceu 96,2%, chegando a 13,2 milhões de pessoas sem emprego do ano de 2014 para 2017. Quase 6,5 milhões de pessoas a mais.

Diorrana Ketlin, por exemplo, é estudante de medicina veterinária e está procurando Trabalho dentro e fora da área em que estuda faz um ano e meio. “Estou planejando abrir um pet shop este ano ou em 2019”, diz ela, afirmando ter entregado mais de 50 currículos.

A falta de oportunidades de emprego colabora para que o número de pessoas trabalhando por conta própria aumente. De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número cresceu o equivalente a 159 mil pessoas no último ano, aumento de 0,7%.

Fabiana Alexandrina, de 34 anos, é um exemplo entre muitos outros que escolherem empreender. Trabalhou com gráfica durante 12 anos e, entre o fim de 2016 e o começo de 2017, decidiu fazer peças para vender tentando conciliar ambas as atividades.

Logo depois, decidiu seguir sua própria intuição e dar o primeiro passo para trabalhar com algo diferente. Foi assim que surgiu a loja Arte com Madeira, onde ela fabrica diferentes peças, como porta-livros, prateleiras variadas, centro de pallet, baús, utensílios para decoração etc.

A loja está presente no Facebook, no Instagram e também em loja física, atendendo Recife (PE) e proximidades. “Me identifiquei com práticas da área de marcenaria e costumo dizer que é uma herança do meu avô, que era marceneiro quando estava vivo”, diz ela.

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Vagas

Fabiana precisou vencer obstáculos para conquistar seu objetivo de trabalhar como marceneira, onde sofreu um acidente na serra elétrica e quase perdeu três dedos. Ainda hoje possui as sequelas e já não possui mais os movimentos normais dos dedos.

Porém, isto não foi empecilho para que desse continuidade em seu trabalho “Trabalho em minha marcenaria dia-a-dia com muita determinação e vencendo o trauma da serra elétrica cada vez que tenho que ligá-la.

Graças a Deus, ao meu trabalho e a minha companheira, que trabalha comigo na administração da empresa e na produção de peças, temos conquistado mais clientes a cada dia”, conta.

Autonomia

Abrir o próprio negócio tem sido a chave para muitos trabalhadores nos dias de hoje. Bruma Cará, de 28 anos, possui emprego fixo em Curitiba (PR), mas também optou por abrir sua própria loja de roupa chamada Bruma Leve Boutique, como forma de investimento para o futuro e também como complemento de renda.

“Vou tentar conciliar os dois por enquanto, mas no futuro quero focar só nisso. Comecei a divulgar a loja primeiro antes de postar as coisas para já ter um público. Já tinha dinheiro guardado faz uns três meses, então fui investindo”, explica.

Em três anos, o aumento de pessoas trabalhando de forma independente subiu para 6,5%, ou seja, 1,3 milhão de trabalhadores. De acordo com Fabiana, o importante para quem está começando o próprio negócio é ter força de vontade e não ter medo.

“Se der errado é sempre tentar, nunca desistir”, afirma.

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Essa matéria integra o projeto de extensão universitária do Centro Uninter em parceria com o Blasting News Brasil.

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